Morre terceiro preso ferido em explosão de túnel em SP

Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário apura as cirscuntâncias da escavação no Carandiru

ELVIS PEREIRA, Agencia Estado

28 de agosto de 2007 | 13h53

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) anunciou a morte do preso Edson Carlos da Silva, de 31 anos, que na madrugada desta terça-feira, 28, sofreu queimaduras em 95% do corpo na explosão de um túnel no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, na zona norte da capital paulista.   Ele estava internado no Hospital Mandaqui. A Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário instaurou procedimento para apurar em que circunstância se deu a escavação na qual também morreram Marcos Roberto Borges, de 34 anos, e Reginaldo Correia de Carvalho, de 28.   A polícia acredita que os prisioneiros estavam preparando o local para uma fuga. Há suspeita de que tenha acontecido vazamento de gás no local, o que teria estimulado a explosão.  Duas equipes dos Bombeiros foram acionadas pelo hospital. Segundo as primeiras informações, os presos já tinham escavado metade do trajeto até a rua quando foi ouvida a explosão – eles morreram carbonizados.   Outras fugas   No dia 12 de julho de 2001, o Hospital Penitenciário chegou a ser fechado após ter sido descoberto um túnel que partia da sala de fisioterapia. Na ocasião, a interdição e o afastamento temporário dos funcionários do hospital foram decididos pela coordenadora de presídios da capital e da Grande São Paulo, Elizabeth Duarte, e pelo juiz-corregedor de presídios, Clayton Alfredo Nunes.   Quatro dias antes, dia 8, havia ocorrido a maior fuga da história do Complexo do Carandiru, que inclui a Penitenciária do Estado. Naquele dia, 106 presos fugiram do Pavilhão 8 da Casa de Detenção, que atualmente não existe mais, por meio das galerias. O túnel havia sido cavado de fora para dentro.   Pelo túnel encontrado no hospital quatro dias após a fuga nenhum detento teria escapado. No dia 26 de novembro do mesmo ano, outros 103 detentos escaparam da Penitenciária do Estado, utilizando um túnel, também cavado de fora para dentro do presídio.

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