Morre segunda vítima de ataque a tiros em favela no Tatuapé

Ao todo, cinco pessoas foram baleadas por dois criminosos que estavam em uma moto na Favela do Pau Queimado, no sábado

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

12 de outubro de 2014 | 13h32

SÃO PAULO - Morreu a segunda das cinco vítimas baleadas durante um ataque em uma favela no Tatuapé, na zona leste da capital paulista. A desempregada Joice Camila de Oliveira, de 27 anos, estava internada no Hospital José Storopolli, na Vila Maria, mas não resistiu aos ferimentos. Sua morte foi confirmada à Polícia Civil por volta das 17h30 deste sábado, 11, cerca de 14 horas após o crime.

O caso aconteceu na madrugada da sexta-feira para o sábado, por volta das 3h30, na Favela do Pau Queimado, no Tatuapé. Dois homens de moto teriam atirado diversas vezes em direção às vítimas, que estavam na Rua Hely Lopes Meirelles, e, depois, fugido. O autor dos disparos seria o suspeito que estava na garupa, afirma a Polícia Militar.

Atingido pelas costas, Alan Francisco de Oliveira, de 20 anos, foi o primeiro a ter a morte confirmada. Ele chegou a ser socorrido pelo pai e a dar entrada no Hospital José Storopolli, onde ficou por poucos minutos.

Um rapaz de 19 anos, um homem de 43 anos e outro de 32 anos também foram atingidos. Os dois primeiros foram levados ao Hospital Municipal do Tatuapé; enquanto o terceiro, ao pronto-socorro do Hospital Planalto, em Itaquera, na zona leste.

Aos policiais, o rapaz de 19 anos teria contado que voltava de uma festa quando um homem se aproximou. A vítima teria corrido e, depois, foi atingida com dois tiros: um na perna e outro na região do quadril. Os policiais afirmam ainda que o homem de 43 anos aparentava ter feito uso de entorpecentes. Ele foi ferido na coxa.

Como os criminosos usavam capacete, os moradores da região não conseguiram identificá-los. À Secretaria de Segurança Pública, o delegado Joaquim Dias Alves, titular da 5º seccional da Polícia Civil, afirmou que foi instaurado um inquérito policial no 52º DP (Parque São Jorge), responsável por investigar o caso com apoio do Departamento de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP).

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