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Morre o arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, projetista do Anhembi

Ele estava internado desde dezembro de 2013 no Hospital Albert Einstein, no Morumbi, depois de sofrer um acidente de carro

O Estado de S. Paulo

14 Fevereiro 2014 | 11h05

Atualizado às 14h54

SÃO PAULO - Morreu na madrugada desta sexta-feira, 14, o arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, de 85 anos. Ele estava internado desde dezembro do ano passado no Hospital Albert Einstein, no Morumbi, zona sul de São Paulo, após ter sofrido um acidente de carro. O corpo está sendo velado no próprio hospital e o enterro acontecerá às 14h30 no Cemitério Israelita do Butantã.

Jorge Wilheim nasceu em Trieste, na Itália, em 1928. De família de origem húngara, migrou para o Brasil em 1940. Logo depois de formado, em 1952, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, projetou, na capital paulista, o Parque Anhembi, o Hospital Albert Einstein e o Clube Hebraica, entre outros projetos renomados, como a revitalização do Pátio do Colégio e o Vale do Anhangabaú.

Também concebeu, em 1954, o projeto urbanístico da cidade de Angélica (MT), para 15 mil habitantes. Participou também, em 1957, concurso do ante-projeto de Plano Diretor de Brasília. Criou, entre diversas obras no Brasil, a Cidade Industrial de Londrina, no Paraná, em 1997.

Além da arquitetura, teve uma intensa vida pública como secretário estadual de Economia e Planejamento de São Paulo (1975-1979), secretário municipal de Planejamento paulistano (1983-1986 e 2001-2004), secretário Estadual de Meio Ambiente (1987-1991) e presidente da Empresa Metropolitana de Planejamento de Grande São Paulo (1991-1994). Assumiu, ainda, a presidência da Fundação Bienal de São Paulo, em 1985.

Duas das suas principais marcas no Governo do Estado de São Paulo foram a criação do Procon e do "Passe do Trabalhador", hoje conhecido como Vale Transporte.

É também autor dos livros "São Paulo Metrópole 65" (1968), "O Substantivo e o Adjetivo" (1976), "Tênue Esperança no Vasto Caos: Questões do Proto-Renascimento do Século 21" (2001) e "A Obra Pública de Jorge Wilheim" (2003).

Repercussão. Em nota, a Ministra da Cultura e ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy disse que Wilheim era "um dos grandes homens públicos do Brasil" e lembrou de sua importância na elaboração de planos diretores de diversas cidades do País."Deixa enorme vazio pela sua lucidez, visão de mundo, competência e seriedade", concluiu.

A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), de cuja criação o arquiteto participou, em 1978, quando era secretário estadual de Economia e Planejamento, também lamentou a morte do urbanista:"o Estado de São Paulo perde hoje um grande homem e a Fundação Seade um amigo".

 

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