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Morre aos 87 anos o arquiteto e urbanista Paulo Casé

Ao longo de seis décadas, notabilizou-se como um profissional de vanguarda, aliando estética e funcionalidade e tem com projetos de destaque hoteis de luxo e o parque aquático Maria Lenk

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2018 | 18h56

RIO - O arquiteto e urbanista carioca Paulo Casé, de 87 anos, morreu às 12h12 desta segunda-feira, cerca de um mês após sofrer um acidente vascular cerebral. Desde então ele estava internado no hospital Copa Star, em Copacabana (zona sul).

Ao longo de seis décadas, Casé se notabilizou projetando hotéis de luxo, como o Le Méridien (atual Hilton), no Leme (zona sul), e o JW Marriot, em Copacabana, na mesma região, e obras de urbanismo, como os projetos Rio-Cidade Bangu (nesse bairro da zona oeste) e Favela-Bairro da Mangueira, na zona norte. Outro projeto foi o parque aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca (zona oeste). Nesse bairro o arquiteto também projetou muitos imóveis - um de seus últimos projetos foi o Centro Metropolitano.

Filho do radialista Ademar Casé (1902-1993), Paulo era casado pela segunda vez, com Guta Fróes, e deixou quatro filhos - um deles é o também arquiteto Hamilton, que havia 30 anos trabalhava com o pai. Outro filho, o produtor de cinema Paulo Augusto, está produzindo um documentário sobre o pai.

O arquiteto será velado a partir das 12h de terça-feira, 28, no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju (zona norte), onde será cremado às 16h.

Considerado um arquiteto de vanguarda, trabalhou mais de seis décadas na profissão, aliando estética e funcionalidade. De acordo com informações do site do escritório de Casé, a frase que permeia todo o trabalho do arquiteto é “a questão é o homem, sempre o homem, sempre ele a frente de tudo”. O escritório é membro oficial do Green Building Council do Brasil, pelo “compromisso na aplicação de soluções ambientalmente eficientes e eficazes em seus projetos.” /COM AGÊNCIA BRASIL

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