Moraes: caminhoneiros não terão concessões em reunião

Trânsito não fluiu tão bem quanto no primeiro dia de restrição; às 15 horas de terça, havia 69 km de lentidão

Naiana Oscar e Marcela Spinosa, Jornal da Tarde

02 de julho de 2008 | 07h32

O secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, afirmou que não haverá concessões durante a reunião marcada para esta quarta-feira, 2, com entidades de caminhoneiros. "Não há negociação em relação ao decreto até porque, durante três ou quatro meses, nós ouvimos todos os segmentos que procuraram a secretaria. Agora, as pessoas não podem confundir o ser ouvido com o ser atendido." Veja também:Saiba como o rodízio funciona Entenda como o trânsito fez São Paulo parar   Moraes informou que a fiscalização não será afrouxada nem quando o fluxo de veículos aumentar, em agosto, na volta das férias escolares de meio de ano. "Nós já estamos providenciando a contratação de mais 60 radares, que vão auxiliar nessa fiscalização. Estamos encerrando a licitação e pretendemos já até setembro assinar o contrato. A colocação desse aparelhos vai ?privilegiar? essa área dos caminhões, de 100 km²." A cada 45 segundos, um caminhoneiro foi multado por um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) nos 100 km² da zona paulistana de restrição de caminhões. Nas primeiras 28 horas de fiscalização, considerando o balanço divulgado até as 17 horas de ontem, houve 2.237 autuações (1.074 apenas ontem). Mas o medo de cometer infrações parou quase totalmente as obras da Linha 4-Amarela do Metrô. O consórcio Via Amarela alegou ter sido informado por funcionários da Prefeitura de que seus veículos não poderiam circular. Caminhões com concreto, aço, andaimes e outros materiais não chegaram às 25 frentes de escavação. "A obra foi duramente prejudicada pelas medidas", afirmou, na manhã de ontem, o diretor da companhia, Márcio Pellegrini. À tarde, depois do esclarecimento de que os veículos poderiam trafegar em horários especiais, os trabalhos foram retomados. A Secretaria Municipal de Transportes informou que estuda uma forma de inserir os veículos que prestam serviço para a expansão férrea entre as excepcionalidades da legislação, por causa da importância da obra. Os condutores de veículos de grande porte podem ser punidos por trafegar em local e horário proibidos com multa de R$ 85,13 - e levam 4 pontos na carteira. A penalidade pode ser aplicada a cada duas horas, se o motorista insistir em circular pela área restrita. No fim desse período, ele terá acumulado 32 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e uma multa de R$ 621,04 - o que significa perder o documento. Se esse mesmo motorista tiver infringido o rodízio municipal de veículos, será punido de novo.  O trânsito, na terça-feira, 1, já não fluiu tão bem quanto no primeiro dia das medidas de restrição a caminhões. Às 15 horas, a CET registrou 69 quilômetros de congestionamento, ante os 31 quilômetros de segunda-feira, no mesmo horário. A Secretaria Municipal de Transportes culpou os cerca de 20 acidentes que atrapalharam o trânsito ontem em São Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.