Moradores usam grades e câmeras contra ladrões

A rajada endereçada ao segurança atingiu vitrines de diversas lojas. Vários moradores acordaram. "Ilhabela está virando uma São Paulo, começando a ficar insuportável", disse Ângela Rodrigues Prates, que deixou a capital há um ano em busca de tranquilidade. "Chegará uma hora em que não teremos mais como fugir da violência."

VALÉRIA FRANÇA, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2012 | 03h03

Por ser alcançável apenas por balsa, barco e helicóptero, Ilhabela sempre foi considerada segura e poucas casas tinham grades nas janelas e muros altos.

"Hoje, tentamos estar sempre à frente dos bandidos", disse Leonardo Taboada, de 33 anos, proprietário da Leo Dive Center, misto de agência de mergulho com hospedagem, na Barra Velha. Sua casa tem cerca elétrica, portão eletrônico, muro alto e é monitorada por uma empresa particular de segurança. "Uma vizinha foi viajar e, quando voltou, a casa estava praticamente vazia", contou o empresário. "Na última temporada, houve arrastões em pousadas, só que os donos não divulgam."

Furto é o crime mais comum na região. "Dificilmente acontecem roubos. E, quando tem, é sem a violência comum nos assaltos às mansões do Morumbi", disse Silvio Lemes, de 30 anos, sócio da Fenice, uma das oito empresas de segurança que atuam na ilha, com 200 clientes.

Na Vila, região comercial, os restaurantes estão se precavendo. "Há um ano, compramos um cofre e instalamos câmeras ", disse Rita Vermeli, de 36 anos, gerente do Marakuthai. "Também não trabalhamos com cheque nem dinheiro. Só cartão."

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