Moradores tentam calar os sinos de Guaimbê, no interior de SP

Abaixo-assinado pede que a prefeitura proíba as badaladas que, às 7 horas, aos domingos, convidam para a missa das 8 horas

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

09 Maio 2013 | 14h10

SOROCABA - Os sinos da única igreja católica de Guaimbê, no centro-oeste do Estado de São Paulo, a 476 km de capital, estão no centro de uma polêmica. Moradores liderados pela professora Elaine Valéria da Silva correm um abaixo-assinado para exigir que a prefeitura proíba as badaladas que, às 7 horas, nos domingos, convidam os 5.425 moradores para a missa das 8 horas.

Eles alegam que o som estridente interrompe o sono em dia destinado ao descanso. "A gente trabalha a semana toda e domingo é o dia em que podemos ficar um pouco mais na cama", diz Elaine. O som é eletrônico, distribuído por quatro alto-falantes instalados no campanário da igreja de Nossa Senhora Aparecida.

O padre Antonio Tadeu alega que as badaladas são a única forma de lembrar aos fiéis que é dia de missa. Ele se apega a uma lei municipal de 2006 que dispõe sobre a preservação do sossego público, proibindo o som alto até de buzinas. A lei abre exceção, no período das 7 às 22 horas, para "os ruídos que provenham de sinos de igrejas ou templos". As badaladas ganharam defensores, liderados pelo açougueiro Antonio Pereira. Mesmo assim, a professora promete ir à Justiça para calar os sinos. Na cidade de Votuporanga, em ação semelhante, em janeiro último, a Justiça decidiu que o badalar dos sinos faz parte da tradição local e arquivou a ação.

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