Moradores temem ''mudança da dinâmica'' das ruas

Moradores dos arredores das Ruas Sergipe e Ceará afirmam temer que a estação do Metrô tire a tranquilidade do local. "Vai ficar um entra e sai de pessoas o dia inteiro, vai haver comércio ilegal, gente falando alto na frente de casa de madrugada, vai mudar completamente a dinâmica da nossa rua", disse Clara Herrerias, de 65 anos, moradora da Rua Ceará, exatamente na frente da esquina pretendida pelo Metrô. "Ninguém é contra o Metrô, mas poderiam construir a estação em algum lugar que já recebe muitas pessoas, como a Praça Vilaboim, ou outro ponto da Angélica. Não faz sentido mexer assim com a dinâmica da área."

Paulo Sampaio e Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

17 Maio 2011 | 00h00

O presidente da Associação Defenda Higienópolis, Pedro Ivanow, disse que vai aguardar a realização das audiências públicas para comentar o novo local. "A questão está sendo atendida tecnicamente. Não se sabe se aquele lugar (no sopé de uma ladeira íngreme) é o ideal para construir a estação."

Já a chef Carla Pernambuco, do restaurante Carlota, que fica a menos de 200 metros do local pretendido pelo Metrô, diz que "estação por perto é bom de qualquer maneira". "Bom para os negócios, para atrair movimento e para acelerar o transporte das pessoas que precisam dele para trabalhar", disse a chef, moradora do bairro há 21 anos.

Nos arredores do local pretendido, há ainda três edifícios de mais de dez andares, três prédios administrativos da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e residências.

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