Moradores reclamam de 6 caçambas em 150m de via

Rua no Itaim-Bibi perdeu vagas de estacionamento; apesar do incômodo, reservatórios estão dentro da lei, diz Prefeitura

Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2010 | 00h00

Moradores da Rua Fernandes de Abreu, no Itaim-Bibi, zona sul, reclamam do excesso de caçambas de entulho estacionadas na via. Em um espaço de cerca de 150 metros, há seis equipamentos destinados a guardar temporariamente restos de obras ? todos do lado par da via. Quem vive lá afirma que as caçambas atraem mosquitos e ocupam vagas de estacionamento.

Apesar de provocar incômodo, esses reservatórios de entulho estão dentro da lei, segundo a Prefeitura. Eles pertencem a empresas cadastradas regularmente e, segundo seus donos, respeitam o tempo máximo de permanência na rua ? de três a cinco dias. Alguns moradores contestam o que dizem as empresas. A vendedora Júlia da Costa, de 39 anos, afirma que uma das caçambas está parada na frente do número 122 da via há mais de duas semanas.

"O problema é que fica um cheiro horrível e, como a caçamba é alta, alguém pode se esconder atrás para assaltar", explica. "Fomos contratados para remover o entulho da obra de um apartamento. A obra não acabou em cinco dias, então tiramos a caçamba do lugar e estacionamos em outro ponto na mesma rua", disse o gerente da empresa proprietária do equipamento, que se identificou como Ramon.

O taxista Cléber Vecchi da Silva, de 36 anos, afirma que os reservatórios de entulho tiram as vagas dos carros. "Deveria ter um lugar específico para elas. Às vezes, tenho de parar no meio da rua para pegar um passageiro porque as vagas estão ocupadas por caçambas", reclama. A parada desses equipamentos na via pública é permitida pelo decreto 46.594, de 3 de novembro de 2005. O texto diz que a caçamba pode ficar até três dias em ruas comuns e até cinco em áreas de Zona Azul, com autorização do Departamento de Operações do Sistema Viário (DSV).

Se um morador flagrar um reservatório de entulho parado por um período maior que o permitido, deve ligar para o 156 ou para o Alô Limpeza (3397-1723). A Prefeitura também exige que as caçambas pertençam a uma das 206 empresas cadastradas no Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb). Entre janeiro e junho, o departamento apreendeu 738 equipamentos irregulares.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.