Moradores reclamam da demora nas podas

O número recorde de árvores derrubadas na cidade poderia ter sido menor, caso pedidos de podas e remoções tivessem sido atendidos pela Prefeitura. É dessa forma que pensam moradores que registraram chamados para inspeção, antes das quedas.

O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2014 | 02h01

Moradores da Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, protestaram, por exemplo, após uma árvore cair no cruzamento das Ruas Eça de Queiroz e Cubatão e interromper o trânsito. De acordo com o que foi relatado, dois pedidos para poda já haviam sido registrados. Segundo os moradores, a planta com mais de 10 metros de altura apresentava rachaduras.

No bairro do Planalto Paulista, zona sul, a situação se repetiu. Uma árvore caiu e atingiu duas casas. Segundo a arquiteta Rose Toledo, de 57 anos, moradora da Alameda dos Parintins, a poda havia sido solicitada. "A gente tenta contato, mas nunca consegue resposta", disse.

Em outros pontos, a tentativa para que a Prefeitura realize a poda ou a retirada da vegetação permanece. A jornalista Renata Portela de Filippo Ruas, de 47 anos, teme que uma árvore caia sobre a casa dos pais, na Rua Iquitos, Vila Madalena. Segundo ela, a necessidade de retirada foi comprovada após inspeção. "Ainda não fizeram nada."

Segundo a Prefeitura, até novembro deste ano foram realizadas mais de 95 mil podas de árvores na cidade e 13 mil remoções de árvores não saudáveis. "Realizamos rondas preventivas para localizar essas vegetações e atuar na recuperação. Esse fenômeno, como hoje (ontem), foge totalmente do nosso controle", disse o engenheiro das subprefeituras Danilo Mizuta. / E.M. e M.A.C.

Mais conteúdo sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.