Moradores protestam após incêndio na zona oeste de São Paulo

Seis barracos foram destruídos pela chamas na favela conhecida como Ponta da Praia, e outros 20 foram danificados

Rafael Italiani, O Estado de S. paulo

11 Setembro 2014 | 17h49

 Um incêndio na favela conhecida como Ponta da Praia, às margens da Avenida Escola Politécnica, no Rio Pequeno, na zona oeste, deixou seis barracos destruídos, na tarde desta quinta-feira, 11. Outras 20 residências foram atingidas pelas chamas.

Segundo o Corpo de Bombeiros 15 viaturas foram enviadas para o local e não há registro de feridos. Ainda de acordo com a corporação, a suspeita é a de que tempo seco aliado ao calor tenha contribuído para a formação de chamas em um dos barracos incendiados. O incêndio começou por volta das 14h20 e às 16h30 o fogo já tinha sido controlado. Durante a ação dos bombeiros o clima ficou tenso por conta de um protesto dos moradores.

Um grupo de manifestantes ateou fogo em entulhos no sentido bairro da avenida, interditando o trânsito. Pelo menos 15 viaturas da Polícia Militar e 50 PMs foram até o local para controlar a situação. Não houve confronto e ninguém foi preso. "Estamos protestando por ter perdido a dignidade. Esse incêndio foi criminoso", disse um morador que não quis se identificar. Após a saída dos bombeiros e da Defesa Civil a polícia permaneceu no local. Segundo moradores é a quarta vez que a favela pega fogo.

A dona de casa Regiane Gomes dos Santos, de 29 anos, afirmou que a mãe, a desempregada Maria Alice Maria dos Santos, de 50 anos, perdeu tudo. "O que era mais importante, a vida das minhas duas irmãs, foi preservado", disse.

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