Moradores mapeiam violência no Butantã e PM amplia patrulhas

Vizinhos perceberam crescimento no número de roubos após a PM adotar Operação Colina Verde no Morumbi

GIO MENDES, O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2011 | 03h08

Preocupados com o aumento da violência no Butantã, zona oeste de São Paulo, um grupo de moradores do Jardim das Vertentes mapeou as ruas mais perigosas do bairro e desenvolveu um plano de segurança para a Polícia Militar. Eles também entregaram o mesmo documento na Subprefeitura do Butantã, para quem pediram melhoria da iluminação pública de várias vias e conservação de praças, parques e terrenos, o que ajudaria a coibir a ação de assaltantes na região.

A PM aumentou o patrulhamento nos endereços indicados pelos moradores no último dia 3, dois dias depois de a capitão Rachel Candido, comandante da 2.ª Companhia, receber o projeto de segurança dos moradores. A subprefeitura ficou de analisar as reivindicações. Um abaixo-assinado com 2.956 assinaturas faz parte do documento.

O movimento Butantã Urgente foi criado no dia 5 de novembro, após moradores de seis condomínios da Rua Trajano Reis trocarem informações sobre os casos de assaltos no bairro. Moradores perceberam crescimento no número de roubos após a PM adotar a Operação Colina Verde para combater a violência no Morumbi, bairro da zona sul que é vizinho do Butantã. "Tivemos uma percepção de que os relatos de casos no nosso bairro aumentaram logo após a operação no Morumbi", disse o consultor de marketing André Wiliam Lima, de 39 anos, representante do comitê do movimento Butantã Urgente.

A Operação Colina Verde começou no dia 24 de agosto. No mês seguinte, índices de criminalidade registraram queda na região do Morumbi, mas aumentaram no Butantã, de acordo com as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública. O medo da violência também colaborou para o ressurgimento do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Butantã, que retomou as atividades no dia 6 de outubro, após 2 anos desativado.

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