Google Earth/Reprodução
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Moradores incendeiam móveis e barracos durante reintegração

Área na região de Aricanduva, na zona leste, estava ocupada por 100 pessoas, segundo a Secretaria de Segurança Pública

Tulio Kruse, O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2015 | 08h44

Atualizado às 14h13

SÃO PAULO - A Polícia Militar cumpriu na manhã desta terça-feira, 15, reintegração de posse em terreno na Vila Nova York, na região de Aricanduva, zona leste da capital paulista. Em protesto, alguns moradores atearam fogo em móveis e barracos próximo a linhas de transmissão de energia. O incêndio começou por volta das 7h25, mas não houve registro de confronto entre moradores e policiais militares.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a desocupação da área no cruzamento da Rua Aconchi com as Ruas Pedro Rabello e Covilha foi solicitada pela Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) - concessionária de serviço público de transmissão de energia elétrica - e foi autorizada pela juíza Karina Ferraro Amarante Innocencio, da 4ª Vara Cível do Foro Regional VIII - Tatuapé, na zona leste.

Ainda de acordo com a SSP, a área estava ocupada por aproximadamente 100 pessoas, de 60 famílias. No local, havia duas casas de alvenaria e cerca de 60 barracos de madeira, por onde passa uma linha de transmissão de energia. Equipes de apoio da Prefeitura foram solicitadas para retirar móveis e pertences de moradores.

A Rua Pedro Rabello, na Vila Nova York, precisou ser fechada nos dois sentidos, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). No local, há equipes da PM, da CTEEP, da AES Eletropaulo e do Corpo de Bombeiros, informou a SSP.

A CTEEP informou que solicitou pedido de reintegração de posse de uma área específica e delimitada embaixo da projeção dos cabos de uma linha de transmissão de 345 kV da empresa.

"As ocupações desse espaço representam grande risco às pessoas pela proximidade com as linhas de transmissão. A companhia esclarece que executar construções nas 'Faixas de Servidão', áreas de segurança por onde passam as linhas de transmissão de energia elétrica, são ilegais e desrespeitam a norma NBR 5422 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)", disse a companhia. "A preservação dessas faixas tem o objetivo de garantir a segurança da população, evitar acidentes e prevenir eventuais problemas na prestação do serviço público de transmissão de energia."

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