Moradores fazem quebra-quebra após morte em Barrinha

Confrontos com a polícia, carros destruídos, comércio fechado e prédios públicos invadidos foram alguns dos problemas registrados na tarde desta segunda-feira, 9, em Barrinha, cidade de 30 mil moradores, no interior de São Paulo. A revolta começou após um jovem morrer baleado na cabeça durante uma blitz da Guarda Municipal. Até a prefeitura foi invadida e reforço policial foi enviado por Ribeirão Preto.

Renê Moreira, Especial para o Estado / RIBEIRÃO PRETO, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2013 | 02h03

Tiago Antônio da Silva, de 26 anos, foi parado por três guardas municipais porque estaria portando drogas. Após a Polícia Militar ser chamada, houve uma discussão com os guardas, no centro da cidade. Segundo familiares do rapaz, em determinado momento, enquanto ele conversava com os PMs, um dos guardas empurrou o policial para o lado e desferiu dois tiros na cabeça da vítima.

Em seguida, os guardas teriam desaparecido e, até ontem à noite, não haviam se apresentado na delegacia. De acordo com o comando da Polícia Militar, os guardas não têm autorização para usar arma em serviço nem poderiam estar trabalhando no combate ao tráfico de drogas. Ao fazerem isso, já estariam cometendo o crime de usurpação da função pública.

A morte do rapaz desencadeou a revolta que teve ônibus quebrados, um carro da guarda destruído, uma motocicleta incendiada no meio da rua, a prefeitura, a biblioteca e outros órgãos invadidos e depredados. Em um dos casos, um consultório odontológico foi incendiado e o dentista, que havia se escondido com medo, foi retirado desacordado pelos bombeiros, após inalar grande quantidade de fumaça.

Reforço. Policiais tiveram de ser deslocados de cidades da região, cerca de 30 deles de Ribeirão Preto. Eles cercaram o pronto-socorro porque muitas pessoas ainda se concentravam até a noite na frente do local ameaçando invadir. A segurança deveria permanecer reforçada pelo menos até hoje para evitar mais problemas.

O corpo do rapaz foi levado ao Instituto Médico-Legal de Jaboticabal e não havia ainda uma definição sobre o enterro até ontem à noite. O secretário de Governo do Município, Tadeu Giolo, disse que os responsáveis deverão ser responsabilizados pelos prejuízos causados à cidade. Teriam participado da ação em torno de 80 pessoas.

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