SOLANO DE FREITAS/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:96423
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Moradores e amigos da Vila Guilherme batalham pelo bairro desde a década de 50

Associação sem fins lucrativos surgiu para ajudar no tratamento de saúde, no tempo em que o lixão prejudicava o bairro

Luiz Felipe Barbiéri, O Estado de S. Paulo

12 Novembro 2015 | 20h56

Até a década de 50, as condições de vida dos moradores da Vila Guilherme podiam ser bastante precárias, sobretudo para os que viviam na região baixa do bairro. Ali havia uma intensa exploração da areia da várzea do Rio Tietê e um lixão, onde hoje é o Shopping Center Norte. Essa área era uma ameaça às crianças, que adoeciam devido à proximidade do depósito. Com o objetivo de livrar os pequenos desse ambiente hostil e ajudar no tratamento de doenças causadas pelo lixão, um grupo de pessoas se reuniu para fundar a Associação dos Moradores e Amigos de Vila Guilherme, no final dos anos 1950.

Desde o início, a organização sem fins lucrativos passou a prestar serviços à população na área de saúde, com um posto médico para o atendimento de casos de emergência, e educação, por meio de cursos profissionalizantes e de alfabetização. Ela também foi responsável por inúmeras melhorias no setor de infraestrutura, com pavimentação de ruas e avenidas, redes de esgoto, telefonia pública, postos de polícia, parques municipais entre outros. 

Michel Wiazowski Rocha, morador da Vila Guilherme e um dos membros da organização, explica que, com o tempo, a entidade foi diversificando seus trabalhos até focar em serviços que busquem melhoria das condições de vida dos moradores da região. “Hoje, 90% das atividades são na área de assistência social e educação”, calcula.

Além de cursos de dança de salão, clínica odontológica, acompanhamento de médico e alfabetização para adultos, a associação mantém um Centro Educacional Infantil, para crianças de até cinco anos de idade. São cinco creches espalhadas por São Paulo: no Parque Novo Mundo, na própria Vila Guilherme, no Tucuruvi, na Parada Inglesa e em Tremembé. Juntas, elas atendem quase 1 500 crianças e empregam 240 funcionários, todos em regime CLT. 

Seara Norte. Há pouco mais de um ano a entidade foi convidada pelo governo do estado para gerenciar uma das unidades do restaurante Bom Prato, no interior de São Paulo. As casas da rede são sempre administradas pelo poder público em parceria com organizações sem fins lucrativos. Esse é o caso da Associação dos Moradores e Amigos de Vila Guilherme, considerada, desde 1966, de utilidade pública estadual, em reconhecimento aos anos de serviços prestados na área de assistência social e demais setores, como educação e saúde.

Isso credenciou a Associação a assumir um dos restaurantes da rede. Só que em Araraquara. Ao chegar lá, a entidade firmou ainda um convênio com a prefeitura local para gerenciar outro restaurante popular na cidade. Com isso, hoje, as cozinhas da organização são responsáveis por cerca de 6 mil refeições diárias destinadas ao auxílio de pessoas de baixa renda. Por estar presente em diferentes bairros de São Paulo e até em outra cidade, foi solicitado à Associação dos Moradores e Amigos de Vila Guilherme uma mudança de nome. Foi assim que surgiu no ano passado a Associação Seara Norte.

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