Moradores de SP reclamam de demora nas podas de árvores

Queixa é de que Prefeitura não atende a pedidos de inspeção; administração diz que removeu 13 mil troncos doentes até novembro

Edgar Maciel, Marco Antonio Carvalho, O Estado de S. Paulo

30 Dezembro 2014 | 00h15

SÃO PAULO - O número recorde de árvores derrubadas na cidade de São Paulo poderia ter sido menor, caso pedidos de podas e remoções tivessem sido atendidos pela Prefeitura. É dessa forma que pensam moradores que registraram chamados para inspeção, antes das quedas.

Moradores da Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, protestaram, por exemplo, após uma árvore cair no cruzamento das Ruas Eça de Queiroz e Cubatão e interromper o trânsito. De acordo com o que foi relatado, dois pedidos para poda já haviam sido registrados. Segundo os moradores, a planta com mais de 10 metros de altura apresentava rachaduras.

No bairro do Planalto Paulista, também na zona sul, a situação se repetiu. Uma árvore caiu e atingiu duas casas. Segundo a arquiteta Rose Toledo, de 57 anos, moradora da Alameda dos Parintins, a poda havia sido solicitada. “A gente tenta contato, mas nunca consegue resposta”, disse.

Em outros pontos, a tentativa para que a Prefeitura realize a poda ou a retirada da vegetação permanece. A jornalista Renata Portela de Filippo Ruas, de 47 anos, teme que uma árvore caia sobre a casa dos pais, na Rua Iquitos, Vila Madalena. De acordo com ela, a necessidade de retirada foi comprovada após inspeção. “Ainda não fizeram nada.”

Segundo a Prefeitura, até novembro deste ano foram realizadas mais de 95 mil podas de árvores na cidade e 13 mil remoções de árvores não saudáveis. “Realizamos rondas preventivas para localizar essas vegetações e atuar na recuperação. Esse fenômeno, como hoje (ontem), foge totalmente do nosso controle”, disse o engenheiro das subprefeituras Danilo Mizuta.

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