Moradores de S. José do Rio Preto enfrentam filas por água

Após chuvas, município paulista sofre com desabastecimento que afeta 160 mil; dois morreram pelo mau tempo

Chico Siqueira, especial para o Estado

20 Janeiro 2010 | 18h15

Moradores de São José do Rio Preto passaram os dois últimos dias em filas que se formaram nas bicas e torneiras de poços semiartesianos, em busca de água potável para consumo. Cerca de 160 mil moradores foram atingidos pelo desabastecimento causado pela inundação da estação que trata a água distribuída para 34% dos prédios públicos do município.

 

Além de causar duas mortes, destruir parte do sistema viário e comprometer obras de infraestrutura urbana, a chuva que caiu na segunda-feira também inundou a casa das máquinas e danificou bombas que distribuem água para a população.

 

O Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) prometeu que até a noite desta quarta-feira o abastecimento estaria normalizado, mas enquanto isso não acontecia, moradores de 18 bairros corriam para as bicas em busca de água. O trânsito na cidade ainda continua complicado e com congestionamentos devido à interdição de avenidas danificadas pela chuva.

 

Uma força-tarefa com 600 homens já recolheu mais de 700 toneladas de lama, lixo e entulho deixados pelas enxurradas. A expectativa é de que até sábado, o trânsito esteja em ordem. Mas o problema maior será com a recuperação da infraestrutura urbana, como pontes e galerias destruídas, como a da avenida Arthur Nonanto, cuja ponte foi arrastada.

 

Segundo o secretário de Serviços Gerais, Paulo Pauléra, a recuperação deve demorar de 90 a 120 dias. Os prejuízos com a chuva, segundo o prefeito Waldomiro Lopes (PSB), superam R$ 40 milhões. Para fazer as obras de recuperação, ele diz que espera recursos dos governos Estadual e Federal.

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