Moradores da Vila Prudente fazem protesto contra morte de jovem

Manifestantes atearam fogo em entulho e fizeram barricadas; rapaz de 20 anos teria sido morto pela polícia

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

21 Julho 2014 | 18h07

Atualizado às 19h54

Um grupo de cerca de 70 pessoas bloqueou totalmente a Avenida Professor Luís Ignácio de Anhaia Melo às 16h30 desta segunda-feira, 21, em protesto contra a morte de um jovem de 20 anos. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a via foi liberada somente às 19h30.

Participavam do ato moradores da favela da Vila Prudente, que chegaram a queimar entulhos, cones da CET e pedaços de madeira, fazendo barricada na Rua Dianópolis. Segundo os moradores da região, a Polícia Militar jogou gás pimenta e balas de borracha nos manifestantes. A Tropa de Choque chegou no local às 19h e usou bombas de efeito moral. Um carro foi depredado.

Cesar Gouveia, de 23 anos, morador e jornalista da Vila Prudente, disse que o ato foi organizado em protesto à morte de Everson Santos, que teria levado dois tiros pelas costas de um grupo de policias, na noite de sábado. A PM, por sua vez, informou que a causa do protesto seria a morte de um morador em troca de tiros com policiais na manhã desta segunda-feira. O rapaz seria suspeito de tentativa de roubo e, ao ser abordado pela Polícia, teria reagido e trocado tiros, sendo atingido e morto em seguida.

A CET recomendava aos motoristas que evitassem circular pela Anhaia Melo em ambos os sentidos na altura da Rua Dianópolis às 17h. A alternativa sugerida é a Rua Capitão Pacheco e Chaves. Agentes de trânsito monitoravam o trânsito na região, orientando os motoristas.

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