Moradores da serra temem aumento da violência

Sensação de insegurança pública cresce na região, potencializada pela agitação com a futura Estrada Parque

Pablo Pereira, O Estado de S. Paulo

15 Março 2014 | 15h00

Na serra, moradores temem aumento da violência. Esse temor de acidentes com aumento do movimento no alto da serra já aparece nas estatísticas policiais. Em 2012, a pequena Cunha, de 25 mil habitantes, registrou 19 casos de lesão coporal por acidente de trânsito. No ano passado foram 27 casos. Felizmente, o número de mortes é baixo. Os homicídios culposos (sem intenção de matar) no trânsito foram 1 (2012) e 2 (2013). Mas a sensação de insegurança pública, tão comum nos grandes centros urbanos, também cresce na região, potencializada pela agitação com a futura Estrada Parque.

Moradores de chácaras e proprietários de sítios de lazer e seus caseiros também reclamam da violência. Na estrada que leva ao pico da Pedra da Macela, privilegiado ponto de observação da baía da Ilha Grande, a 1.840 metros de altura e de onde se avista de Angra dos Reis a Paraty, ao caminho de acesso à Barra do Bié, é comum ouvir comentários de assaltos ocorridos nos últimos meses.

Para a delegada Vânia Idalira Zaccaro de Oliveira, essas ocorrrências na antiga Freguesia do Facão, são casos isolados, sem relação direta com a melhoria nas estradas. "Aqui já temos consumo de crack, mas a criminalidade local é baixa", conta a delegada. De acordo com ela, o criminoso que meses atrás assaltou e agrediu caseiros do Bairro da Grama, na estrada da Pedra da Macela - que moradores chamam de "Marcela", aquela plantinha amarela comum na vegetação serrana -, já está preso e condenado a 5 anos de cadeia.

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