Rafael Italiani/Estadão
Rafael Italiani/Estadão

Moradores da Favela do Moinho protestam em frente à Prefeitura

Grupo fechou avenidas do centro de São Paulo e exige água, luz e esgoto na comunidade; túnel do Anhangabaú foi fechado às 18h20

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

18 Setembro 2014 | 18h27

Atualizada às 20h15

SÃO PAULO - Um grupo formado por cerca de 100 moradores da Favela do Moinho protesta na frente da Prefeitura, na tarde desta quinta-feira, 18, interditando o Viaduto do Chá. Os manifestantes saíram por volta das 16h da comunidade pela Avenida Rio Branco interrompendo parte do tráfego de carros e prejudicando a circulação de ônibus. Por volta das 18h20, eles fecharam o túnel do Anhangabaú, no sentido zona norte. 


O grupo reivindica luz, água e esgoto na favela. "Quando ele (Fernando Haddad) foi na comunidade foi bem recebido, aqui ele nunca abriu a porta para nós. É a sexta vez que estamos vindo aqui", disse Alessandra Moja, moradora do Moinho e uma das líderes do local. Segundo os manifestantes, durante a campanha o prefeito Fernando Haddad (PT) fez várias promessas que não foram cumpridas. 

O protesto é pacífico e está sendo acompanhado de perto por policiais militares. O protesto tem o apoio de diversos coletivos entre eles o Movimento Passe Livre (MPL). Por volta das 18h45, um representante da Prefeitura desceu para conversar com o grupo e chamou cinco representantes dos manifestantes para formar uma comissão e entrar no prédio. No entanto ninguém atendeu ao pedido. Os manifestantes andaram em meio a carros e motos na entrada do túnel do Anhangabaú, interditaram o tráfego no Corredor Norte-Sul e sentaram no chão. A Polícia Militar chegou e, de forma pacífica, liberou o tráfego.

Às 18h40 os cicloativistas do Desafio Intermodal que levaram cerca de 40 minutos pedalando entre a região da Berrini, na zona sul, e a Prefeitura, se encontraram com os manifestantes da Favela do Moinho e as ciclovias viraram alvo de críticas dos manifestantes. "Gastam dinheiro para pintar a rua de vermelho e nada de investir em saneamento. Se ele (Haddad) gosta tanto de bicicleta vamos acampar nas faixas", disse Flávia Silva, 33 anos, representante dos moradores. Ela disse que não irá subir ao gabinete. "Chamam a gente para fazer panelinha, dar doce em nossa boca. Queremos que ele seja homem para descer e atender todo mundo", afirmou.

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