Moradores da área se queixam de remoção arbitrária

No dia 21 de junho, foi realizada audiência pública no Ministério Público Federal com a participação de representantes da prefeitura e de moradores da zona portuária. O tema: denúncias de remoções arbitrárias na região.

Felipe Werneck, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2011 | 00h00

"Algumas obras vão alcançar assentamentos informais, que vão ser retirados. Nosso papel não é discutir o projeto, mas assegurar o direito à informação e à moradia adequada, além da transparência", diz a procuradora da República Aline Caixeta.

Para a arquiteta Rossana Tavares, do Fórum Comunitário do Porto, a população busca diálogo. "Queremos que haja benefícios para todos, não só para especuladores e aqueles interessados apenas em ganhar dinheiro." Muitas casas ameaçadas de despejo foram marcadas com spray. "Os moradores não estão sendo considerados. É como se estivessem preparando um cenário."

Após a audiência pública, a Secretaria de Habitação criou uma "comissão de prevenção e mediação de conflitos". "Deram uma recuada", diz Maurício Hora, morador da Providência, primeira favela do Rio.

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