Moradores barram derrubada de edifício de 1933

No mês passado, moradores da Mooca conseguiram barrar - pelo menos por enquanto - a demolição de um edifício de 1933, que daria lugar a um prédio residencial de 23 andares.

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2010 | 00h00

O imóvel fica no número 59 da Rua José Antônio de Oliveira, bem no coração do bairro da zona leste - ele era conhecido como Creche Marina Crespi e teve a abertura de processo de tombamento aprovada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo (Conpresp), depois de inúmeros pedidos dos vizinhos.

Isso significa que o órgão admitiu a possibilidade de o edifício ter valor histórico e cultural para a capital e, por isso, precisa de tempo para analisá-lo.

Enquanto a decisão definitiva não sair, nenhuma modificação pode ser feita no imóvel sem autorização expressa da Prefeitura. E não há prazo para a votação.

O edifício está hoje visivelmente abandonado. Há pichações nos muros e janelas, as portas estão quebradas e o mato tomou conta de quase todo o quintal. Nos fundos, ao lado do estádio da Rua Javari, é possível ver que grande parte do antigo prédio já foi destruída.

Segundo a associação responsável pela Creche Marina Crespi, a destruição do imóvel não é parte do plano de demolição - como temiam os moradores do bairro -, mas foi causada por vândalos que teriam roubado peças de metal e madeira do edifício histórico.

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