Moradores agora vão fiscalizar empresas de serviços de limpeza

Projeto de novo contrato que será apresentado pela Prefeitura também amplia as obrigações previstas em licitação

Gio Mendes, O Estado de S.Paulo

02 Julho 2011 | 00h00

A população vai fiscalizar os serviços de limpeza da cidade de São Paulo. Essa é uma das propostas da Prefeitura, que estará em um documento para a contratação das empresas que cuidarão da sujeira da cidade, com exceção da coleta domiciliar. Para isso, as contratadas deverão divulgar um telefone e uma página na internet para contato.

Com o novo contrato, a Prefeitura quer estender outros serviços de limpeza para as empresas, que hoje são feitos por funcionários das subprefeituras ou terceirizados. Além da varrição das 177 mil vias públicas, as empresas ou consórcios que vencerem a licitação, prevista para novembro, serão responsáveis pela limpeza das bocas de lobo, das galerias de águas pluviais e dos pontos viciados de descarte de lixo.

Segundo o secretário municipal de Serviços, Dráusio Barreto, o projeto, publicado hoje no Diário Oficial da cidade, será apresentado em uma audiência pública no dia 25, no auditório do Instituto de Previdência Municipal (Iprem), na Avenida Zaki Narchi, 536, em Santana.

O secretário informou que o município vai gastar entre R$ 58 milhões e R$ 59 milhões mensais com o novo contrato, de três anos. "Hoje a Prefeitura paga R$ 30 milhões para cinco empresas fazerem apenas a varrição das ruas."

A Secretaria de Serviços vai fiscalizar o trabalho das empresas, mas espera contar com a ajuda do cidadão. "A avaliação da população vai interferir na remuneração das empresas", disse Barreto.

O índice de avaliação das empresas pela população, que será monitorado pelo Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), terá cinco opções: ótimo, bom, regular, ruim e péssimo. "Se a avaliação for sempre negativa, isso permitirá que a Prefeitura rescinda o contrato."

A coordenadora de projetos da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Delaine Romano, elogiou a inclusão da população como avaliadora. "Isso dá credibilidade para o serviço de limpeza", disse Delaine.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.