Moradores acusam PM de truculência

Em Paraisópolis, policiais teriam disparado várias vezes, ateado fogo e destruído bar em um campo de futebol

O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2012 | 03h01

Moradores de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, acusam a PM de ter agido com violência em uma abordagem, na quarta-feira à noite, no campo de futebol da Associação Palmeirinha. Eles dizem que policiais dispararam várias vezes, agrediram moradores, colocaram fogo em uma moto e destruíram um bar.

Os moradores dizem que, por volta das 22h30, policiais das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) ordenaram que um comerciante de 57 anos fechasse um bar. Em seguida, segundo os moradores, eles quebraram geladeira, televisão, copos e garrafas.

O dono do bar afirmou que foi ameaçado de morte e um policial apontou uma arma para sua cabeça. Os PMs também teriam agredido uma cliente do bar, quando ela tentava se proteger.

O caso foi registrado no 89.º DP (Portal do Morumbi) como abuso de autoridade, dano ao patrimônio e roubo praticados por seis PMs não identificados. O delegado titular, Iraí Santos de Paula, determinou ontem a abertura de inquérito.

A PM afirmou que repudia qualquer desvio de conduta de seus integrantes e que as denúncias são apuradas pela Corregedoria. Sobre o caso, disse que ainda não tem conhecimento das declarações das vítimas. / W.C.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.