Moradora adapta reservatório na garagem

Moradora adapta reservatório na garagem

A empresária Danielle Navarro, de 28 anos, conta que desde outubro já ficou três vezes sem água por cinco dias

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

30 Janeiro 2015 | 03h00

Acostumados a ficar cinco dias sem água, os moradores de uma rua de Pirituba, na zona oeste, já estão se adaptando aos períodos mais longos sem abastecimento. A empresária Danielle Navarro, de 28 anos, instalou uma caixa de 1 mil litros na garagem, com sistema de bombeamento para jogar a água no antigo reservatório, no terceiro andar do sobrado, que ficou seco por dias com a redução de pressão da Sabesp. 

“A rua é muito alta e água só chega até a torneira da garagem, que fica no hidrômetro. Eu e meu marido tivemos de improvisar esse sistema para não ter de ficar pedindo água para parentes e indo tomar banho na casa dos outros”, disse Danielle. O investimento foi de R$ 600 com mangueiras e válvulas. A bomba foi retirada de uma máquina da empresa de corte a laser da família. 

Segundo ela, desde outubro a família já ficou três vezes sem água por cinco dias. “É falta de dignidade ficar com louça empilhada na pia, com um monte de mosca em volta. Uma privada sem descarga por três dias é algo nojento”, disse Danielle, que afirmou que pretende ir morar no Canadá.“Esse crise de água só me fez ficar com mais vontade de sair do Brasil.” 

O vizinho dela, o aposentado Carlos da Silva, de 58 anos, também tem uma caixa d’água na garagem. O reservatório foi comprado ontem. Como mora em uma parte mais baixa da rua, a água chega. “As reportagens estão me deixando com medo. Só agora tomei conhecimento do problema.” A Sabesp afirmou que uma equipe foi até o local e constatou que o fornecimento segue a planilha de redução da pressão.

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