Felipe Resk/Estadão
Felipe Resk/Estadão

Morador reage a assalto em casa e mata suspeito no Butantã

Praticante de artes marciais, jovem entrou em luta corporal e conseguiu tomar a arma; motoboy foi baleado e morreu no local

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2016 | 09h50
Atualizado 19 Dezembro 2016 | 19h39

SÃO PAULO - Um morador reagiu a um assalto, conseguiu tirar a arma e atirou contra o criminoso que havia invadido sua casa na região do Butantã, zona oeste de São Paulo, na noite de domingo, 18. Baleado diversas vezes, o ladrão morreu no local. Outros dois assaltantes conseguiram fugir.

Para entrar, os criminosos dominaram a filha dos donos da casa, por volta das 23 horas. Armados, surpreenderam a moça no portão e invadiram o imóvel, que fica na Rua Doutor José de Moura Resende. Com cerca de 800 m² de área construída e oito vagas na garagem, a casa está à venda por R$ 4,8 milhões, segundo a imobiliária.

Dentro da residência, o trio dominou o proprietário e o agrediu com uma coronhada, chutes e socos. Na mira das armas, pai e filha tiveram de deitar no chão da cozinha, reféns de dois dos assaltantes. 

O terceiro foi para o andar de cima averiguar se havia outras pessoas no local. Segundo a Polícia Civil, os bandidos ameaçaram os dois com um garfo e perguntaram se havia cofre na residência. Queriam roubar joias, dinheiro e armas.

Ao perceber a movimentação estranha no térreo, a mãe se escondeu em um banheiro e não foi vista. No andar superior, o ladrão deparou com o filho do casal – um jovem de 24 anos, lutador de artes marciais, segundo as investigações. Os dois entraram em luta corporal.

O jovem conseguiu desarmar o criminoso e usou a pistola calibre .40, de uso da polícia, para atirar no suspeito. O motoboy André Luiz de Pontes, de 32 anos, morreu na hora. Ele foi alvo de “vários tiros”, segundo a Polícia Civil. Pontes havia sido preso em flagrante três vezes, duas por roubo e uma por tráfico de drogas, em 2008 e 2011.

O caso foi registrado como roubo, homicídio simples e legítima defesa. Na delegacia, a irmã relatou que os assaltantes fugiram após ouvir disparos e perceber que o parceiro estava morto. Eles levaram um celular. Também abandonaram um Toyota Corolla, preto, no local. O carro foi roubado de uma mulher, agredida com uma coronhada, na mesma noite.

Além da pistola, policiais apreenderam uma arma falsa. Como Pontes era morador do Jardim Arpoador, uma favela da região, a principal suspeita é de que os outros assaltantes também sejam de lá.

Na casa, não havia sistema de monitoramento. Os policiais fizeram buscas em hospitais, à procura de baleados. Investigadores do 34.º DP (Morumbi), responsável pelo caso, estão tentando identificar os outros dois bandidos que fugiram. / COLABOROU LUIZ FERNANDO TOLEDO

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