Fernando Calzzani/Photopress
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Morador de rua é 2ª vítima morta em mega-assalto em Ribeirão

Ubiratan Soares Berto, de 38 anos, estava sob um dos carros incendiados pelos criminosos e ainda teria sido usado como escudo

Gustavo Porto e Rene Moreira, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2016 | 13h05

RIBEIRÃO PRETO - O morador de rua Ubiratan Soares Berto, de 38 anos, foi a segunda vítima do mega-assalto ocorrido na madrugada desta terça-feira, 5, na empresa transportadora de valores Prosegur, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Segundo a polícia, Berto é de Pernambuco e estava embaixo de um dos carros incendiados pelo grupo e ainda teria sido usado como escudo durante a ação, que durou uma hora.

A vítima foi levada para o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão com 60% do corpo queimado e morreu às 5h40 desta quarta-feira, 6.

Durante a fuga dos cerca de 20 assaltantes, na Rodovia Anhanguera, o cabo da Polícia Militar Rodoviária Tarcísio Wilker Gomes, de 43 anos, foi baleado na cabeça e também morreu.

Policiais já descobriram uma chácara usada pela quadrilha antes do ataque. No local havia coletes à prova de bala, além de máscaras, perucas, óculos e outros disfarces. Também tinha frascos de álcool vazios, tendo o líquido sido usado pelos suspeitos para apagar as impressões digitais deixadas no imóvel.

Um dos carros usados na fuga também foi localizado, inclusive, com marcas de tiros. Ele havia sido roubado momentos antes da ação para ser utilizado no crime e, após ser periciado, foi devolvido ao dono.

Apuração. Duas equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) estão em Ribeirão Preto ajudando na elucidação do caso. O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, esteve na região e disse ser "questão de honra" prender os envolvidos.

“A investigação, além de ser sigilosa, requer muita cautela", disse o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 3), João Osinski Junior. De acordo com ele, a quantidade de homens que agiram e o armamento usado era suficiente para enfrentar qualquer batalhão que se aproximasse. 

Já o secretário Mágino Barbosa disse que a quadrilha agiu como um grupo paramilitar e que "todos os meios necessários serão empenhados para a investigação”. Uma das possibilidades é que o crime tenha relação com outros dois grandes roubos a empresas de valores, em Campinas, em março, e em Santos, em abril.

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