Mooca vai ganhar parque de 22 mil m² e R$ 10,5 mi

Será a primeira área do tipo no bairro de 75 mil moradores; projeto prevê 200 árvores e 3 mil arbustos e trepadeiras

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2013 | 02h02

A Mooca, na zona leste, vai ganhar seu primeiro parque após 457 anos de fundação. A área verde de 22 mil metros quadrados será no cruzamento da Avenida Paes de Barros com a Rua Sebastião Preto. Hoje, o terreno tem apenas uma sede institucional e uma caixa d'água da Sabesp, que assumirá os custos.

A obra, avaliada em R$ 10,5 milhões, deve ficar pronta em oito meses. O anúncio deve ser feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no domingo. Com 75 mil moradores, o bairro faz aniversário amanhã.

O parque terá espaço semelhante ao da Praça Buenos Aires, em Higienópolis, na região central. Parte das grades e muros que cercam a área será retirada. O projeto prevê o plantio de 200 árvores e 3 mil arbustos e trepadeiras, construção de pista para caminhada, espaço para prática de esportes, bicicletário e playground, além o restauro do imóvel existente no terreno para uso cultural e educativo.

"O projeto do Parque Sabesp Mooca tem como objetivo aproximar ainda mais a população da companhia", explica a diretora-presidente da Sabesp, Dilma Pena. Serão criados espaços com informações sobre tratamento e consumo de água.

Os moradores reivindicam há muito tempo a criação de parques na região. O movimento Mooca Verde comemorou o anúncio e informou que a comunidade participará da gestão com a Sabesp. "É um avanço para a comunidade poder usufruir dessa área", diz advogada Adriana Paula d'Oliveira Zveibil, participante do grupo. Ela ressalta que, apesar de o bairro ainda manter a característica industrial, o uso residencial vem crescendo. "E a população precisa de equipamentos de lazer."

Mais um. A comunidade ainda batalha pela criação de um outro equipamento, quatro vezes maior, em terreno que passa por processo de descontaminação, entre as Ruas Barão de Monte Santo, Vitoantônio Del Vechio e Avenida Dianópolis. Uma petição pública online pede a desapropriação do terreno, que já foi da Esso.

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