Monumento-túmulo de Carlos Gomes é pichado com sigla do PCC em Campinas

Mausoléu em granito é do escultor Rodolfo Bernadelli e fica no marco zero da cidade, a Praça Bento Qurino

Ricardo Brandt,

15 de abril de 2013 | 16h22

Em Campinas, interior de São Paulo, terra do maestro Carlos Gomes, seu monumento-túmulo foi pichado neste final de semana com a sigla do Primeiro Comando da Capital (PCC). No marco zero da cidade, a Praça Bento Quirino, o mausoléu de um de seus filhos mais ilustres amanheceu neste domingo com uma pichação em amarelo: PCC 15 comando. O número 15 é uma referência ao DDD de cada área do Estado e usado pelos membros da facção criminosa, que age dentro e fora dos presídios, para suas divisões territoriais de comando.

O monumento em granito é do escultor Rodolfo Bernadelli e ostenta um Carlos Gomes de corpo inteiro em posição de regente. Na base, onde houve a pichação, uma figura de mulher representa a cidade de Campinas. Antônio Carlos Gomes nasceu em Campinas, em 11 de julho de 1836, e estimulado pelo imperador D. Pedro II frequentou o Conservatório Musical do Rio de Janeiro. Foi no Rio que ele compôs sua segunda ópera, "Joana de Flandres" (1863), que lhe rendeu uma bolsa para estudar na Itália, onde foi diplomado maestro-compositor no Conservatório de Milão, em 1866. Sua obra mais conhecida é a ópera "O Guarani", apresentada no teatro Scala de Milão, em 1870. Morreu em 16 de setembro de 1896, em Belém (PA). Seu corpo foi enterrado no monumento-túmulo em 2 de julho de 1905. O monumento é tombado como patrimônio histórico pela prefeitura, que vai remover a pichação até o final desta semana.

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