Monte Santo, o caso que comoveu o País

As adoções em Monte Santo passariam despercebidas se um dos casos não ganhasse contornos de drama de novela das nove. Em junho do ano passado, cinco crianças da mesma família foram separadas e entregues a quatro famílias adotivas do interior de São Paulo.

O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2013 | 02h04

O caso ganhou a televisão e os jornais. Carmen Topschall e o marido, que intermediaram a adoção, foram apontados como suspeitos de integrarem uma quadrilha que traficava crianças. Em dezembro, o juiz Luiz Roberto Cappio determinou o retorno das cinco para os pais biológicos, que hoje moram em Camaçari, na Bahia. "As crianças foram tratadas como objetos para que os envolvidos ganhassem dinheiro com as adoções", diz Cappio.

A volta dos meninos, contudo, longe de garantir um desfecho feliz, ainda promete capítulos decisivos. Cappio, o juiz do caso, foi afastado em abril por 90 dias por medida cautelar do Tribunal de Justiça da Bahia, que alegou sua indisposição com promotores e funcionários públicos. Em julho, o afastamento do magistrado foi prorrogado por mais 90 dias.

Indefinição. Os pais adotivos, que haviam recebido as crianças, reclamam de terem sido apontados como criminosos e lutam na Justiça para ter de volta a guarda das crianças. Segundo a advogada das mães paulistas, Lenora Panzetti, houve um massacre contra as famílias adotivas por parte de imprensa e autoridades. A única certeza, por enquanto, é que o sofrimento dos cinco filhos alvo da disputa vai continuar. / B.P.M.

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