SERGIO CASTRO|ESTADÃO
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Monociclo elétrico dá o tom na Paulista fechada

Novo modal, que exige equilíbrio, ganha adeptos sobretudo aos domingos na capital; há modelos do equipamento por até R$ 6 mil

Paula Felix, O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2016 | 05h00

SÃO PAULO - Desde o primeiro dia da abertura da Avenida Paulista para pedestres e ciclistas, em outubro, o executivo Felipe Oliveira, de 36 anos, tem chamado a atenção pode onde passa. Ele é um dos adeptos do monociclo elétrico, equipamento para locomoção que exige equilíbrio de quem o utiliza. “Faz seis meses que uso. Estava procurando um modal menos poluente. Ele é prático e portátil.”

Além dos passeios na região, ele também usa o aparelho para ir ao trabalho. “Faço o trajeto em cinco ou seis minutos. A pé, faria em 15.” Na tarde deste domingo, 10, incluindo Oliveira, seis pessoas circulavam pela via com o equipamento.

As irmãs Renata e Rafaella Fioravante, de 10 e 14 anos, respectivamente, faziam manobras radicais, como se equilibrar em apenas um pé e andar de costas, sob o olhar do pai, o comerciante Rogério Bueno dos Santos, de 47 anos.A família também aproveita o espaço para andar com o monociclo aos domingos. “Eu prefiro a Paulista, porque o asfalto é bom. Aqui é mais seguro também. Desde a abertura, todo domingo a gente vem”, diz Santos.

Ele e as filhas andam ainda em ciclovias, em parques e no Minhocão, na região central. E utilizam o equipamento há cerca de um ano.

Já o técnico em óptica Reinaldo Veiga, de 57 anos, diz que chega a andar 50 km por dia com o monociclo elétrico, mas apenas para lazer. “Eu comecei em fevereiro do ano passado e esse já é o meu quinto. Fui praticando e, agora, rodo muito com ele.”

Emagrecedor. E quem pensa que o usuário do monociclo elétrico fica apenas “flutuando” no equipamento, sem nenhum esforço, está enganado. É preciso força para se manter equilibrado e fazer pressão para acelerar o aparelho. “Eu quis ter por brincadeira e curiosidade. Soube que ajudava a emagrecer e já perdi uns quatro quilos em cinco meses”, afirma o autônomo Lindon Jonhson, de 48 anos. Ele, que aposentou a bicicleta para usar o monociclo, diz que o produto só precisaria ter um preço mais acessível – há modelos por até R$ 6 mil.

Dependendo do tipo, o equipamento atinge uma velocidade de até 22 km/h. Segundo decreto da Prefeitura publicado em dezembro de 2014, diferentes modais podem circular pelas ciclovias, como bicicletas, patins e skates, mas não há regras específicas para os monociclos elétricos. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou, por sua assessoria, que agentes dão orientações na região da Paulista para os diferentes usuários que percorrem a via.

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