'Momento pede estratégia e reação diversas', diz procurador-geral

Elias Rosa afirma que mortes cometidas contra policiais e homicídios praticados por agentes não serão tolerados

Entrevista com

O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2012 | 02h02

O procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, sucedeu no cargo o atual secretário de Segurança Pública Fernando Grella Vieira, que ficou quatro anos à frente do MPE. Rosa, que era do mesmo grupo político de Grella, ficou em segundo lugar na lista tríplice. Foi indicado pelo governador Geraldo Alckmin por sugestão do ex-secretário de segurança, Antonio Ferreira Pinto.

Por que o MPE foi mais atuante em 2006 do que agora?

São momentos diferentes, que pedem reações e estratégias diferentes. Em 2006, as mortes foram concentradas. Quase 500 homicídios em poucos dias. As mortes atuais ocorreram mais esparsamente. Pedem ação de inteligência, planejamento e de parceria entre as instituições federais e estaduais, como estamos fazendo.

Como o senhor vê o momento atual da violência?

Existem dois tipos de mortes que não podemos tolerar: aquelas cometidas contra policiais e os homicídios praticados por agentes do Estado. Punir os responsáveis é prioridade número um. Mas não adianta ações públicas, como as feitas em 2006. Precisamos inteligência, provas consistentes. Tanto que a grande maioria dos casos de 2006 ficou impune.

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