'Modernização' da frota

CPTM DIMINUI O NÚMERO DE CARROS EM TRENS

O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2012 | 03h02

A CPTM tentou se desfazer de trens metropolitanos da Linha 8, num leilão frustrado realizado recentemente. Alegou necessidade de padronizar a frota, pois os trens descartados são de 12 carros, e os novos, de 8. Fiquei estarrecido com a justificativa, tendo em vista que a demanda pelo transporte é crescente e com essa atitude há a diminuição da oferta de lugares. Se já há infraestrutura nas estações para trens com 12 carros, por que os novos foram projetados com 8? Os trens descartados são de 1979 e existem na frota trens muito mais antigos que continuarão em operação. A CPTM nos deve uma boa explicação para essa atitude. É um desperdício de recursos públicos!

ROBERTO FLUGGE / SÃO PAULO

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) esclarece que está padronizando a frota que atende as seis linhas do sistema para operar com trens de 8 carros. Embora a configuração seja outra, a entrada em operação de um número maior de trens possibilitará a realização de mais viagens e o aumento da oferta de lugares. As novas composições são dotadas de tecnologias modernas, como ar condicionado, itens de acessibilidade, entre outros. Já os trens antigos não possuem os mesmos dispositivos.

O leitor comenta: A resposta da CPTM, como sempre ocorre com órgãos estatais, é padrão. Ninguém nega que os trens modernos têm melhor tecnologia. O que está em questão é o mau uso dos recursos. Se não querem mais usar trens de 12 carros, o que já considero absurdo, pois a infraestrutura existe há mais de 30 anos, bastaria desmembrar esses trens antigos, formando composições de 8 carros, e não tentar vendê-los em leilões fracassados.

JARDINS

'Bikes' em área residencial

Com que direito a Prefeitura invade uma área da Zona 1 estritamente residencial nos Jardins para instalar um comércio de locação de bicicletas? Pois foi o que foi feito na pequena e pacata Rua Madre Teodora. O mais estranho é que a Estação se chama Rua Estados Unidos! Será que foi um engano ou a Prefeitura resolveu modificar a Lei de Zoneamento? Há 20 Estações instaladas e só esta foi instalada em Zona 1 estritamente residencial. Todas as outras estão em Zona Mista.

OSNY SILVEIRA JR. / SÃO PAULO

A CET informa que a Lei de Zoneamento citada pelo leitor trata do uso do lote e não da via pública. A via é área pública, independentemente da Zona em que se situe. Esclarece que o projeto Bike Sampa é um serviço de empréstimo de bicicletas comunitárias oferecido por meio de um equipamento urbano situado na via pública, e não em lote privativo. Não se trata de comércio, mas de uma prestação de serviço público de aluguel de bicicletas.

O leitor reclama: A resposta é absurda e pode dar guarida legal à instalação na via pública de área estritamente residencial de trailers de comida, barracas de feira... Perguntaremos ao Condephaat, que tombou o bairro em 1986, o que acha disso.

SUB BUTANTÃ

Esgoto escoa em rua

Na Avenida José Joaquim Seabra, n.º 900, há um restaurante cujos fundos dão para a Rua Elias Nahas. Há meses, ao lado do número 51 desta rua, está saindo o esgoto da cozinha deste restaurante, inundando a calçada e a porta dos vizinhos com restos de comida, além do mau cheiro. E a Subprefeitura Butantã não toma providências.

MANUEL GOMES / SÃO PAULO

A Sabesp diz que visitou o local em 31/7 e constatou que a rede coletora da companhia está operando normalmente. Um funcionário do restaurante informou que já foi executada a desobstrução da caixa interna de esgotos que estava causando o vazamento.

A Subprefeitura Butantã diz que os imóveis foram vistoriados em 6/8 e nada de irregular foi constatado.

O leitor relata: Graças à Coluna, um problema que se arrastava há meses foi sanado.

SÃO MATEUS

Poda de árvore não foi feita

Desde janeiro venho solicitando à Subprefeitura São Mateus o serviço de poda de duas árvores. Os galhos dessas árvores já alcançaram os fios da rede elétrica e de telefonia. Além disso, o porte das plantas torna o local escuro, o que pode ser perigoso para os pedestres que transitam na área à noite.

CARLA GRAMOSO / SÃO PAULO

A Subprefeitura São Mateus informou que o serviço seria executado no prazo de 7 dias úteis.

A leitora relata: O prazo venceu e o serviço não foi feito.

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