Mocidade faz jus ao título de atual campeã de São Paulo

Contando o simbolismo do espelho, escola realizou desfile de primeira, caprichando nos detalhes

Gabriel Pinheiro, estadao.com.br

14 Fevereiro 2010 | 02h07

 

SÃO PAULO - Atual detentora do título de campeã, a Mocidade Alegre fez um desfile coeso e empolgante na segunda noite do Anhembi. A escola demonstrou capricho em suas fantasias e alegorias. O tema do desfile foi a história e o simbolismo do espelho, no enredo "Da criação do universo ao sonho eterno do Criador... Eu sou espelho e me espelho em quem me criou."

 

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A comissão de frente deu um show à parte, com trajes em tons de lilás e prata e efeitos em néon. O destaque da comissão, Robério Deodoro, carregou a fantasia "A Luz do Criador", com 450 pontos de LED coloridos e um costeiro de 15 quilos. "Rezei muito para não chover. E deu certo", comemorou.

 

A escola contou com 3,5 mil integrantes, divididos em 25 alas e cinco alegorias. Executado à perfeição pela bateria do Mestre Sombra, o samba da Mocidade fez o público cantar, gritar, aplaudir e dançar de pé, com bandeiras da agremiação na mão. "Foi um desfile fantástico, maravilhoso", disse, emocionada, a presidente da escola, Solange Bichara. "O resultado do carnaval será consequência do nosso empenho na avenida."

 

 

Para o Mestre Sombra, todos os problemas enfrentados pela Mocidade foram deixados do lado de fora do sambódromo. "Tudo de ruim aconteceu antes da linha amarela", disse em referência à marca que indica o início da avenida. Ele contou que integrantes da escola ficaram doentes e sofreram acidentes antes do desfile e que a chuva dos últimos meses atrasou o trabalho no barracão. "Terminamos de montar nossos carros com a Águia de Ouro na avenida e colocamos o último destaque no carro com a Mocidade desfilando."

 

Houve espaço também para homenagear o fundador Juarez da Cruz, que morreu ano passado. Durante a apuração dos votos que deu mais um título à Mocidade, em uma disputa apertada com a Vai-Vai, Juarez passou mal e foi internado. Ele acabou sofrendo uma parada cardíaca durante a madrugada e não resistiu.

 

O último carro trazia uma homenagem em fotos a sambistas que deixaram saudades, carregando a velha guarda da Mocidade. "A coreografia da bateria foi ideia do Seu Juarez, lá nos anos 70, época em que a escola conquistou três campeonatos", disse Mestre Sombra. "Foi mais uma lembrança a ele."

 

(Com Carolina Freitas e Fabrício de Castro, da Agência Estado)

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