Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Mocidade Alegre leva lenda amazônica ao sambódromo do Anhembi

Na composição, o grupo conta a história do sol e da lua, que eram amantes, mas nunca conseguiram se encontrar

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2019 | 01h55

A Mocidade Alegre foi a terceira escola a entrar na avenida, por volta de 1 hora deste domingo, 3, inundando de vermelho, verde e branco o sambódromo do Anhembi.

Com 3,5 mil integrantes, 23 alas e cinco alegorias, a escola canta uma lenda amazônica no seu samba enredo: "Ayakamaé - As águas sagradas do sol e da lua". Em tupi, Aya significa rio e kamaé é amor. 

Na composição, o grupo conta a história do sol e da lua, que eram amantes, mas nunca conseguiram se encontrar. 

Com a impossibilidade de ficarem juntos, o Sol, dono do dia, e a Lua, rainha da noite, lamentam a situação e o choro deles leva até o mar, fazendo emergir vales e serras. Assim teria nascido o Rio Amazonas. 

As águas do Eterno Amor de Sol e Lua são representadas por fantasias holográficas em verde e vermelho, com bichos aquáticos de asas.

A letra cita também Yara e Tupã, entidades lendárias da região amazônica. A homenagem é uma exaltação ao Amazonas. Um ponto forte é a explosão de cores puxadas para o neon, principalmente o verde e o amarelo. 

Durante o desfile da Mocidade Alegre, a presidente Solange Cruz passou mal e precisou ser socorrida na ambulância do Anhembi.

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