Mistério no interior: em dez dias, 4 sinos sumiram

Só no fim de semana dois casos aconteceram no Vale do Paraíba - um em Taubaté e outro em [br]Santo Antônio do Pinhal

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2010 | 00h00

Santo Antônio do Pinhal, no Vale do Paraíba, está em silêncio. Na madrugada de sábado, ladrões levaram o centenário sino da Igreja Matriz. As badaladas eram ouvidas meia hora antes de missas e funerais. "A cidade está alarmada, triste e chateada", lamentou o padre Pedro Alves dos Santos, há 19 anos na paróquia, erguida há 150 anos. Outras três igrejas da região tiveram sinos furtados desde o dia 1.º.

A igreja no bairro de Paiol, na zona rural de Taubaté, foi furtada no mesmo sábado. São Luís do Paraitinga e Natividade da Serra foram alvo de criminosos no começo do mês. "Ninguém entende como aconteceu. O sino pesa 120 kg e ficava numa torre de 30 m. São oito escadas bem estreitas", afirmou padre Pedro.

Para a Polícia Civil de Taubaté, as quatro ocorrências podem ter sido obra da mesma quadrilha. Investigadores disseram que, na maioria dos casos, funcionários das igrejas responderam inocentemente a perguntas de possíveis ladrões que visitaram as paróquias dias antes de os sinos serem levados.

Padre Pedro acredita que o ladrão é um homem baixo que esteve na paróquia na sexta-feira, dizendo ser um restaurador da capital. Ele fez perguntas a um funcionário da secretaria. Situação semelhante ocorreu com uma aposentada de 64 anos que trabalha na Igreja do Paiol, em Taubaté. Na sexta-feira, um rapaz se apresentou na sacristia e pediu para fotografar as dependências do templo para turismo. No dia seguinte, o sino que havia sido comprado com arrecadações de fiéis foi furtado.

O sino levado dia 1.º em São Luís do Paraitinga era de bronze. Poucos dias depois, foi a vez de Natividade da Serra. Os padres abriram a torre e viram que o sino de 60 cm de altura tinha sumido.

A esperança dos padres é que os ladrões se arrependam e devolvam os sinos.

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