Tiago Silva/ Estadão
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Missa lota Catedral da Sé e pequeno grupo protesta do lado de fora

Dom Odilo Scherer lembrou que muito mudou desde o nascimento da cidade, que passou de 'aldeia para metrópole'

Mônica Reolom, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2014 | 12h20

A Catedral da Sé, com capacidade para 8 mil pessoas, estava lotada para a missa em comemoração ao aniversário de São Paulo que começou às 9h e durou cerca de duas horas. O arcebispo Dom Odilo Scherer lembrou que muito mudou desde o nascimento da cidade, que passou de "aldeia para metrópole". Segundo ele, "não somos cidade permanente. Somos convidados a construí-la". O arcebispo lembrou do padroeiro São Paulo, que foi apóstolo, como missionário e evangelizador.

"Nesta festa do padroeiro, temos muito a aprender. Deixemo-nos contaminar com o ardor missionário. São Paulo, interceda por nós", finalizou em seu discurso.

Estiveram presentes na missa o prefeito Fernando Haddad (PT),o ministro da Saúde e pré-candidato ao governo do Estado, Alexandre Padilha (PT), o presidente da Câmara Municipal de São Paulo vereador José Américo (PT),o presidente da mesa diretora da Assembleia Legislativa de São Paulo, Samuel Moreira (PSDB), o titular das Subprefeituras Chico Macena (PT) e o secretário estadual de Meio Ambiente Bruno Covas (PSDB).

Protesto. Enquanto a missa acontecia, do lado de fora da catedral, ocorria um ato do Comitê contra o Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica. De um caminhão com caixas de som, um dos líderes bradava contra os "'hitlers' que ainda existem em nosso País". Thaize Salles, estudante de letras de 20 anos, faz parte do Coletivo Negro da Universidade de São Paulo e apoiava o ato, que reuniu 20 pessoas. "Preto e pobre sofre muito mais no Brasil", afirmou. A estudante disse que viu um mendigo ser proibido de entrar na catedral para a missa.

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