GABRIELA BILO/ ESTADAO
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Missa de sétimo dia de Thomaz Alckmin reúne políticos na zona sul

Geraldo Alckmin e a esposa chegaram acompanhados dos filhos e da nora e usaram uma entrada alternativa para evitar a imprensa

Ana Fernandes e Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

08 Abril 2015 | 20h01

Atualizada às 23h53

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), falou nesta quarta-feira, 8, pela primeira vez sobre a morte do filho caçula, Thomaz, de 31 anos, após a missa de 7.º dia realizada na Igreja Nossa Senhora do Brasil, no Jardim Europa, zona sul de São Paulo. Ele fez uma declaração de agradecimento e se retirou em seguida. Thomaz e mais quatro pessoas morreram na queda de um helicóptero em Carapicuíba, na quinta-feira da semana passada. 

“Quero dar uma palavra de agradecimento pelas orações, pelo carinho e pelo apoio que confortam o coração de toda a nossa família nesses dias tão difíceis”, afirmou o governador. “Thomaz teve uma vida iluminada. Era um filho carinhoso, pai amoroso, jovem batalhador, trabalhador, amigo fiel que deixa duas filhas muito lindas, a Isabela e a Júlia. Em nome da nossa família, nós queremos agradecer toda a solidariedade, todas as orações nesse momento tão difícil. Muito obrigado a todos.”

À noite, Alckmin postou uma mensagem no Facebook sobre Thomaz, com uma foto dos dois: “Perder um filho é uma dor sem limite. Só a fé e a solidariedade dos amigos nos ajudam a suportá-la neste momento. Acabo de retornar da missa de sétimo dia do nosso filho Thomaz. Na segunda-feira ele teria feito 32 anos. A Lu Alckmin e eu agradecemos a todos pelas mensagens de apoio, solidariedade e carinho”.

Igreja. A missa foi celebrada pelo bispo diocesano de Santo Amaro, d. Fernando Antônio Figueiredo, e durou cerca de uma hora. Estiveram presentes amigos, familiares e políticos. A igreja já estava lotada pouco depois das 19h30, e a maioria teve de assistir à missa em pé.

Muitos políticos compareceram, sobretudo do PSDB, incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os senadores José Serra e Aloysio Nunes. Também marcaram presença os senadores Marta Suplicy (PT-SP) e José Agripino (DEM-RN), além do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Na fila de condolências ainda havia grande número de deputados e secretários estaduais e o vice-governador Marcio França (PSB). 

Na saída, Alckmin, dona Lu, os filhos, Geraldo Alckmin Neto e Sophia, receberam os cumprimentos dos presentes.

‘O amor não desaparece’. Na manhã desta quarta, em seus perfis no Facebook, no Instagram e no Twitter, a primeira-dama também se manifestou pela primeira vez sobre a morte do filho. Ela publicou uma foto de Thomaz, agradeceu às mensagens de apoio e solidariedade que recebeu nos últimos dias e reproduziu a reflexão “O amor não desaparece jamais”, de Santo Agostinho.

Já Sophia escreveu no Facebook na terça que o “coração já está apertado de saudade, mas cheio de histórias boas para relembrarmos”.

A investigação da queda do helicóptero continua, tanto pela Aeronáutica – que reuniu todos os destroços para análise no Campo de Marte, na capital – quanto pela Polícia Civil, que ainda ouve testemunhas.

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