Ministro diz que Congonhas agora tem 'segurança absoluta'

Jobim foi enfático na defesa das medidas adotadas pelo governo, citando a redução dos pousos e decolagens

Eduardo Kattah, da Agência Estado,

14 de julho de 2008 | 18h08

Na semana em que se completa um ano do acidente com o Airbus A320 da TAM, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, assegurou que o Aeroporto de Congonhas vive atualmente uma situação de segurança "absoluta." O ministro disse que provavelmente até o final do mês deverá ser divulgado o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que apura as causas do acidente. Na tragédia do vôo 3054 da TAM morreram 199 pessoas. O maior acidente da aviação civil brasileira completa um ano na quinta-feira.   Veja também:  Leia tudo que já foi publicado sobre a crise aérea Leia tudo que já foi publicado sobre o vôo 3054   Questionado se as intervenções feitas no terminal de Congonhas foram suficientes para garantir a segurança, Jobim foi enfático na defesa das medidas adotadas pelo governo, citando a redução dos pousos e decolagens e transferência de vôos para o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos.   "A situação de segurança no Aeroporto de Congonhas é absoluta. Nós reduzimos os slots de Congonhas de 48 para 34 pousos e decolagens a cada hora. Trinta para a aviação regular, normal, e quatro para a aviação geral, que são os táxis aéreos, empresas de táxis, os executivos", disse Jobim, para quem houve uma houve uma "redução importante" no volume de passageiros com a transferência de vôos para Guarulhos.   Jobim assumiu o cargo em agosto do ano passado, prometendo um choque de gestão no setor aéreo. Em janeiro deste ano, as restrições impostas no Aeroporto de Congonhas pelas autoridades começaram a ser revistas. Em matéria publicada pelo Estado no último domingo, o diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Carlos Camacho, afirmou que os perigos e riscos para operações em Congonhas permanecem.   Na avaliação do ministro da Defesa, porém, a meta traçada quando assumiu a pasta, de retomar a segurança nos aeroportos após a crise aérea, já foi alcançada. "Agora nós estamos claramente ainda num processo de melhoria das condições infra-estruturais e também das condições de responsabilidade das empresas para atender os outros dois pilares da questão aérea: regularidade e pontualidade", afirmou. Até o final do mês, o laudo final do Cenipa deverá ser divulgado, de acordo com o Jobim, que fez questão de destacar que órgão da Aeronáutica não é competente para apurar responsabilidades. A partir da apuração, o Cenipa faz recomendações de segurança de vôo.   "É o órgão competente para verificar as causas do acidente e possibilitar que isso não se repita, ou seja, baixar determinações para evitar isso. E eu creio que dentro de pouco tempo, provavelmente dentro ainda este mês, nós teremos o relatório final." Jobim e a diretoria da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) participaram nesta segunda-feira, 14, na capital mineira, da assinatura de um protocolo de intenções com o governo estadual para construção da primeira fase de um aeroporto industrial no terminal internacional de Confins, na região metropolitana.   O ministro disse que já foi firmado um acordo entre a presidência da Infraero e o sindicato dos servidores da estatal para evitar uma greve da categoria. "A informação que me passou o presidente da Infraero, Sergio Gaudenzio, é que o sindicato já está passando as determinações aos seus membros para não entrar em greve, porque houve um acordo, um entendimento sobre as pendências que existiam entre a empresa e o sindicato."

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