Ministro de Direitos Humanos critica a polícia no caso Eloá

Paulo Vannuchi defende a reforma e reestruturação urgente das polícias e repudia confronto em São Paulo

Agência Brasil,

22 de outubro de 2008 | 12h03

O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, criticou as atuações das polícias Civil e Militar de São Paulo. Ao falar sobre o enfrentamento da PM com os policiais civil em greve e sobre a intervenção da PM no seqüestro e morte de Eloá Cristina Pimentel, 15 anos - morta com um tiro na cabeça após o fim do seqüestro em que era refém por seu ex-namorado Lindemberg Alves, 22 -, Vannuchi condenou o comportamento das duas corporações.  Para Vannuchi, que presidiu a 4ª reunião de Secretários Estaduais de Direitos Humanos, em Brasília, as polícias têm que ser reformadas e reestruturadas com urgência e "não pode haver esse tipo de conflito. Há uma inabilidade da autoridade negociadora e os policiais precisam se ver e serem vistos como defensores dos direitos humanos".Na reunião, foram discutidas as propostas para a 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, que será realizada em Brasília, entre dias 15 e 18 de dezembro.  Vannuchi avaliou como positivo o encontro porque "em pleno segundo turno das eleições se deslocaram até a capital federal representantes de 23 estados dos mais variados partidos, unidos em torno da pauta dos direitos humanos. Isso mostra o amadurecimento da democracia brasileira.". Os secretários trataram de temas relacionados à violação dos direitos humanos, como combate ao trabalho escravo, prostituição infantil, tortura e homofobia. O coordenador dos Direitos Humanos do Piauí, Alci Marcos Borges, surpreendeu pela ousadia ao promover uma Conferência sobre Direitos Humanos dentro de um presídio feminino, com a discussão dos direitos humanos sob a ótica das detentas: "Abrimos conferências livres, o que, dentro de uma prisão, chega ser um paradoxo, mas elas deixaram uma contribuição bastante reflexiva sobre os direitos humanos no sistema penitenciário, sobre a morosidade do Judiciário e sobre coisas da realidade delas"

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