Ministério Público vai exigir controle de qualidade da água do volume morto

Em ofício, a Cetesb garantiu que as interferências na qualidade da água serão transitórias, restritas ao período das obras e início da operação

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

15 Maio 2014 | 03h00

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual vai exigir que a qualidade da água retirada abaixo da cota operacional das represas do Sistema Cantareira seja monitorada de forma contínua. A exigência será apresentada durante reunião, na sexta-feira, dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) de Piracicaba, com representantes da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) e da Vigilância Sanitária.

De acordo com o promotor Ivan Carneiro Castanheiro, do Gaema, o monitoramento deve ser estendido à vazão liberada para os rios das bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) que abastecem as regiões de Campinas e Piracicaba. Se as exigências não forem atendidas, o MPE pode propor medidas judiciais contra a retirada do "volume morto".

Em ofício à promotoria, a Cetesb garantiu que as interferências na qualidade da água serão transitórias, restritas ao período das obras e início da operação. Segundo a Cetesb, a água será bombeada da Represa Jacareí até atingir a cota 815. Em seguida, as bombas serão transferidas para a represa do Atibainha.

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