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Ministério Público pede reabertura de investigação do caso Marrone

Segundo promotor, inquérito não apontou motivo da queda, nem identificou quem pilotava o helicóptero

Chico Siqueira, Especial para O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2011 | 20h22

ARAÇATUBA - O Ministério Público de São José do Rio Preto pediu nesta terça-feira, 13, a reabertura do inquérito policial que apura a queda do helicóptero do cantor Marrone - da dupla sertaneja Bruno e Marrone -, que caiu na cidade em 2 de maio deste ano. O promotor Fábio Luíz Mikulin pediu novas investigações porque entendeu que o inquérito não apontou o motivo da queda e não identificou quem estava pilotando o aparelho quando caiu no parque de exposições da cidade depois de ser reabastecido no aeroporto Eribelto Manoel Reino, em Rio Preto. O promotor também quer saber se o acidente ocorreu por falha mecânica ou erro do piloto e por isso solicitou os laudos do acidente feitos pelos peritos da Polícia Técnica e da Aeronáutica.

No inquérito enviado ao Ministério Público, o delegado Luís Chaim, responsável pelas investigações, pediu o enquadramento de Marrone por contravenção penal pilotar o aparelho sem habilitação no trajeto do voo entre Curitiba (PR) e Rio Preto. Mas o inquérito não identificou Marrone como sendo o piloto no momento da queda, por isso, o cantor, embora tenha admitido a condução do aparelho, não pôde ser indiciado. Com as novas investigações, o Ministério Público quer ter a certeza sobre a responsabilidade do cantor pela queda do aparelho. No momento do acidente, o cantor ocupava a poltrona direita do aparelho, reservada ao comandante do voo.

Além de Marrone, estavam no helicóptero o piloto Almir Carlos Bezerra, que teve parte da perna amputada, e o primo e assessor do cantor, Jardel Alves Borges, que ficou internado por vários dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base.

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