Ministério Público investiga 40 PMs que atuaram no caso Eloá

Entre as irregularidades que teriam sido cometidas pelos policiais está a volta de Nayara ao local do sequestro

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

15 Janeiro 2009 | 17h31

O Ministério Público de São Paulo (MP -SP) aguarda apenas um relatório da corregedoria da PM para tomar providências junto à Justiça contra os 40 policiais que atuaram no sequestro da jovem Eloá Pimentel, de 15 anos, em Santo André. Segundo a promotora do caso, Eliana Passarelli, os envolvidos são investigados por infrações e erros cometidos durante as 100 horas de cárcere privado. Entre eles, por constrangimento ilegal, prevaricação, delação de sigilo, exposição de criança e negligência. Se condenados, os PMs podem ficar presos por cerca de 15 anos e perder a patente militar.   Veja também: Lindemberg vai a júri popular, mas defesa deve recorrer Lindemberg se nega a falar sobre o caso Eloá na frente do juiz Ele era como um filho, diz mãe de Eloá após audiência Policiais do Gate contradizem Nayara sobre tiro de Lindemberg Nayara confirma que não houve tiro antes da invasão Nayara presta depoimento sem a presença de Lindemberg Lindemberg está ansioso pelo depoimento, diz defesa Perguntas e respostas sobre o caso Eloá  Todas as notícias sobre o caso Eloá         Especial: 100 horas de tragédia no ABC         Eloá foi assassinada pelo ex-namorado Lindemberg Alves, de 22 anos, após quase 100 horas de cárcere privado. A melhor amiga de Eloá, Nayara Rodrigues, de 15 anos, também foi feita refém. Ela levou um tiro na boca, mas a bala se instalou em sua arcada dentária, não provocando danos maiores. O inquérito da promotoria aponta que Nayara foi entregue a Lindemberg por negligência da polícia. No entanto, a versão oficial da PM é de que a amiga de Eloá descumpriu um acordo para que não retornasse ao apartamento.   O crime ocorreu após o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar invadir o apartamento onde ocorria o sequestro, em um bairro da periferia de Santo André. Grande parte dos investigados e possíveis indiciados integra o Gate, que assumiu o caso desde o início do sequestro. O MP-SP ainda espera esclarecer o motivo do irmão de Eloá ter participado das negociações e por que a Polícia Civil não foi informada sobre o incidente, cumprindo norma da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

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