Ministério Público e USP estudam criar bolsões de carros

Ideia visa a dar mais segurança aos corredores e ciclistas, evitando que automóveis circulem entre eles

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

28 Agosto 2014 | 21h54

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual e a Universidade de São Paulo (USP) estudam criar bolsões para automóveis aos sábados dentro da Cidade Universitária, na zona oeste da capital, para dar mais segurança aos corredores e ciclistas - evitando que os carros circulem entre eles.

Segundo o promotor Maurício Ribeiro Lopes, da área de Habitação e Urbanismo, a ideia foi discutida nesta quinta-feira, 28, em uma reunião entre o reitor da USP, Marco Antônio Zago, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a prefeitura da Cidade Universitária e os esportistas que frequentam o câmpus.

O debate ganhou força nos últimos dias, após cinco pessoas serem atropeladas dentro da Cidade Universitária, no dia 18. O corredor Álvaro Teno, de 67 anos, morreu. O grupo que praticava exercícios foi atingido pelo pedreiro Luiz Antonio Conceição Machado, de 43 anos, que, segundo a polícia, dirigia embriagado. “O fato desencadeador foi o atropelamento. Catalisou processos que estavam em andamento dentro da própria Cidade Universitária”, explicou o promotor Lopes. Os bolsões ficariam espalhados pelo local, sem a necessidade de se fechar os portões.

Ainda segundo ele, a ideia dos bolsões partiu da própria prefeitura da USP. Também está em discussão a criação de áreas específicas para ciclistas e corredores. “Neste caso, segregar não significa excluir e sim dar espaço de segurança para todos”, disse Lopes. Ainda segundo o promotor, pode-se implementar dentro da USP aos sábados o mesmo esquema das ciclofaixas de lazer da CET, instaladas aos domingos e feriados. “A CET se dispôs a dar toda a orientação para isso.” 

Sem prazo. No entanto, não há uma data para que a medida comece a valer oficialmente. Por enquanto, a proposta dos bolsões e de áreas distintas para corredores e ciclistas está apenas no campo do debate. 

Procurada, a assessoria de imprensa da reitoria da Universidade de São Paulo afirmou que a reunião desta quinta foi preliminar. E ainda não há nada de definitivo sobre o tema. 

Após o atropelamento, algumas medidas já haviam sido tomadas. A reitoria encomendou uma pesquisa para medir o trânsito dentro da universidade. O estudo vai revelar a quantidade de veículos que entram no local diariamente, os horários de pico e os percursos dos motoristas. A reitoria implementou também uma campanha de educação de trânsito. 

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