Ministério mantém vacina antirrábica

O Ministério da Saúde manteve a vacinação de cães e gatos contra a raiva em todo o País. Na avaliação do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde, as mortes de animais ocorridas até 4 de setembro nos Estados de São Paulo, Rio e Rio Grande do Norte estão abaixo do esperado nas imunizações em massa.

, O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2010 | 00h00

Desde a primeira semana de junho, 17 estados e o Distrito Federal iniciaram a vacinação, principalmente em municípios do interior. Há uma semana, foi notificado o primeiro caso suspeito de raiva humana após ataque de cão no Brasil, neste ano. Atualmente, a letalidade da doença fica próxima de 100%.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu na segunda-feira manter por pelo menos mais 15 dias a suspensão da vacinação antirrábica no Estado, paralisada desde 20 de agosto. Com base em dados levantados em parceria com a Secretaria Municipal de São Paulo, a pasta identificou um aumento de 41 vezes no total de notificações de reações adversas em animais relacionadas à imunização, em comparação com o ano passado.

Segundo o estudo da secretaria estadual, até 20 de agosto deste ano, durante a campanha de vacinação foram registradas 2.198 notificações de reações adversas, ante 53 registradas em todo o mês de agosto de 2009.

Atualmente, 15 Estados vêm utilizando a vacina Rai-Pet, produzida pelo laboratório Biovet e - conforme o ministério - recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ela é obtida com base no cultivo celular e confere imunidade de um ano aos animais. As taxas de mortes estariam dentro do que se espera internacionalmente. Já o Biovet alegou que as reações variam conforme o animal.

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