Tiago Queiroz/Estadão
O guitarrista Edgard Scandurra, 58 anos, escolheu ser fotografado na Casa do Mancha Tiago Queiroz/Estadão

'Minha saudade é bem simples: encontrar amigos, ver um show, tomar cerveja e trocar ideias'

O guitarrista Edgard Scandurra pretende retomar a experiência de shows pequenos e proximidade com o público

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2021 | 05h00

O circuito alternativo de shows e eventos culturais foi um dos setores mais atingidos pela pandemia. Sem a possibilidade de eventos presenciais, muitos lugares já fecharam ou irão fechar suas portas definitivamente. Não à toa, o guitarrista Edgard Scandurra, 58 anos, escolheu ser fotografado na Casa do Mancha, um dos lugares mais emblemáticos da cultura underground da cidade. "Liguei para o Mancha e ele não vai abrir mais, mesmo depois do fim da pandemia. Não teve como segurar", disse Scandurra.

 

"Minha saudade é bem simples. É encontrar amigos, ver um show, tomar cerveja e trocar ideias. Por isso, a Casa do Mancha veio na minha cabeça. Os shows ao vivo são a nossa maior fonte de trabalho. Quando as coisas voltarem ao normal, quero retomar essa experiência de shows pequenos e proximidade com o público", disse Scandurra.

Assim como outros artistas, o maior legado de Scandurra nesse período foi o de não ter parado. Durante esse período, ele lançou um trabalho inteiramente gravado de forma caseira, o "Jogo das Semelhanças - Gravações de Celular". Os 40 anos de carreira, por conta da covid, também será celebrado por meio de lives que acontecerão no mês de fevereiro. "Por mais paradoxal que pareça, esse momento de isolamento tem sido muito produtivo em termos de produção", contou.

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