Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

''Minha reação foi de desespero. Como pode uma mãe fazer isso?''

Érica Machado Maia de Oliveira, estudante, que encontrou o bebê

Gio Mendes, O Estado de S.Paulo

08 Julho 2011 | 00h00

Você sempre sai para passear com a Nina (a cachorra da raça lhasa apso) à noite?

Sempre saio com ela para passear na parte da tarde. Só ontem que saímos no começo da noite. E foi muita sorte ter mudado o horário do passeio, pois foi assim que encontramos a criança.

Como encontrou o bebê?

A Nina me puxou para a viela. Ela chegou perto de um saco plástico de mercado, pois geralmente faz xixi em sacos de lixo. Quando chegou perto do saco para cheirar, ele se mexeu e o bebê começou a chorar.

Qual foi sua reação na hora?

Minha reação foi de total desespero. Como pode uma mãe fazer isso com uma criança pequena? Aí, eu peguei o bebê e saí correndo para a minha casa. A criança estava toda roxinha e eu só pensava em aquecê-la de alguma maneira. Minha irmã ajudou a dar banho nela e depois ligamos para o 190 da Polícia Militar.

Você pensou em ficar com a criança?

Isso chegou a passar pela minha cabeça, mas não tenho condições financeiras para cuidar de um bebê.

Você visitou o hospital?

Fui lá ontem, mas não pude ver a criança. Os funcionários disseram que eu tinha de conseguir a autorização de um juiz para visitá-la.

Vai tentar essa autorização?

Eu gostaria, mas agora vamos ver como vai ser.

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