José Patricio/Estadão
José Patricio/Estadão

Estudantes protestam contra mudanças no passe livre

Manifestantes se encontraram na Avenida Paulista e chegaram até a Prefeitura de São Paulo

Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2017 | 20h41

SÃO PAULO - Dezenas de estudantes protestaram na tarde desta quinta-feira, 17, contra as mudanças no passe livre estudantil na cidade de São Paulo, que passaram a valer em 1º de agosto, informou a Polícia Militar do Estado. Eles saíram da Avenida Paulista por volta das 18h e caminharam em direção à Prefeitura, onde chegaram pouco depois das 20h. 

A manifestação começou na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, e inicialmente desceu pela Rua da Consolação. O sentido centro desta via ficou interditado por volta das 18h, informou a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Uma hora depois, os manifestantes chegaram à Praça Roosevelt e, por volta das 20h, estavam na frente da Prefeitura. 

Os manifestantes levaram uma catraca ao protesto e pularam por cima dela diversas vezes, como forma de protesto. Aos gritos de "São Paulo não está à venda", "fora Temer" e "passe livre não é esmola", os estudantes reivindicam os direitos. Segundo a PM, a manifestação foi pacífica.

O protesto teve, além de estudantes, integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e da União Paulista dos Estudantes Secundarista (UPES).  

Este é o quarto grande ato contra o passe livre desde julho na capital paulista. No dia 3 de agosto, os estudantes já tinham percorrido as ruas da cidade para protestar contra as mudanças. Naquela ocasião, as ações se iniciaram no Largo da Batata, na Zona Oeste de SP. Em 18 e 12 de julho, os estudantes também se manifestaram contra as alterações.  

O que mudou. Desde 1º de agosto, os alunos agora têm direito a duas cotas, cada uma com validade de duas horas e direito de embarque em até quatro ônibus. Cada um terá de 10 a 48 cotas mensais conforme a necessidade de presença exigida pelo curso escolhido. 

A Prefeitura diz que a mudança foi feita porque alguns estudantes usavam o passe livre para outros fins e espera economizar R$ 70 milhões com a medida. A São Paulo Transporte (SPTrans) estima que há cerca de três milhões de bilhetes estudantis em uso na cidade.  

O passe livre foi concedido em fevereiro de 2015 pela gestão do então prefeito Fernando Haddad (PT). Alunos do ensino fundamental, médio e de universidades públicas com renda familiar per capita inferior a um salário mínimo e meio podem acessar o benefício. 

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