MG dá reajuste a professor; PR mantém greve

Governador petista deMinas lembrou conflito no Paraná, dirigido pelo tucano Richa, ao anunciar reajuste de 31,78%

LEONARDO AUGUSTO, ESPECIAL PARA O ESTADO , BELO HORIZONTE , O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2015 | 02h04

O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), anunciou ontem o reajuste salarial de 31,78% a professores da rede estadual, a ser pago em dois anos. Sem citar nominalmente o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), Pimentel alfinetou: "Em Minas Gerais, os professores são tratados com respeito, com dignidade", disse. "Assistimos a espetáculos lamentáveis, chegando a agressões públicas ao professorado."

Foi estabelecido ainda o pagamento do piso nacional de R$ 1.917,78 para a categoria. O valor é para jornada de 24 horas semanais. A presidente da Central Única dos Trabalhadores em Minas Gerais (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, afirmou que a decisão do governador é uma conquista dos professores. "Precisamos pensar agora em políticas que valorizem ainda mais a nossa categoria."

O governo mineiro acabou ainda com o congelamento das carreiras dos servidores da educação e passou a permitir o acesso à alimentação escolar de todos os trabalhadores nas escolas. Também foi fechado acordo em que o Estado se compromete a nomear 60 mil servidores para a área da educação ainda nessa gestão. A expectativa é que sejam 15 mil nomeações por ano.

Para os diretores de escolas, Pimentel anunciou reajuste de 10,25% na tabela utilizada como referência. Todas as decisões anunciadas ontem precisam ser aprovadas pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Um projeto de lei será enviado à Casa em regime de urgência, segundo o governo do Estado.

Paraná. Os professores da rede estadual de ensino do Paraná continuam em greve por tempo indeterminado. A categoria, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), reuniu-se ontem para definir a data de uma nova assembleia e os rumos do movimento.

A reação acontece um dia após o governo do Estado suspender as negociações e, de forma unilateral, anunciar novas medidas para o funcionalismo, entre elas o reajuste de 5% a ser pago em duas parcelas.

Os professores reivindicam reajuste de 8,4% e o pagamento em parcela única. Além dos docentes, outros 21 setores do funcionalismo público podem entrar em greve.

Ontem foi divulgado despacho do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) que determinou arquivamento da medida cautelar proposta pelo Ministério Público de Contas (MPC), que pedia suspensão da aplicação da lei que reestrutura a Paranaprevidência. A votação do projeto, em 29 de abril, culminou no confronto em Curitiba que deixou mais de 200 manifestantes feridos.

O conselheiro Ivan Bonilha, presidente do TCE-PR, entendeu que a matéria aborda uma questão de ordem constitucional, cujo mérito pode ser avaliado somente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). / COLABOROU JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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