Metroviários refutam proposta de trem automático

Sindicato encara proposta como 'tentativa de intimidação' por parte da Secretaria de Transportes

Gustavo Miranda, do estadao.com.br,

02 de agosto de 2007 | 18h58

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo refutou, nesta quinta-feira, 2, a proposta do secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, que anunciou que o Metrô vai investir em trens que transitam entre as estações sem necessidade de operador. Segundo o diretor de Comunicação do Sindicato, Manuel Xavier Lemos Filho, "é lamentável que o Metrô, em vez de resolver os problemas das linhas, prometa quixotices". Veja também:Metroviários mantêm greve por tempo indeterminadoSó uma linha do Metrô funciona totalmente e duas estão paradasCET suspende rodízio em SP nesta quinta-feiraAlternativas para o transporteAcompanhe na Rádio Eldorado notícias sobre a greve  Na opinião dele, o sistema chamado de "driverless" (sem operador) ainda não foi devidamente testado em linhas que operam com mais de 1 milhão de usuários por dia. "Se o computador funcionar direitinho, não tem problema. Mas, se ele não reconhecer as referências, o passageiro pode ficar preso na porta, mesmo com a construção de portas de contenção", disse. O sindicalista afirmou que o sistema que o Metrô pretende adotar a longo prazo está em funcionamento, atualmente, em duas pequenas linhas de Lion, na França, e Tóquio, no Japão - segundo ele, nos dois casos são linhas pequenas, que recebem menos de 200 mil usuários por dia. De acordo com Lemos Filho, "estes sistemas, que ainda são muito recentes no exterior, não precisam de operador mas levam operadores em seu interior. Isso acontece porque lá fora eles também não confiam na eficácia da máquina. Há casos em que a máquina interpreta os sinais de maneira errada e isso pode colocar em risco a vida dos usuários". Intimidação Segundo o sindicalista, a proposta apresentada pelo Metrô é uma tentativa de intimidar a categoria e fazer com que eles voltem ao trabalho. "Isso é uma tentativa de intimidação, precisamos modernizar a linha azul (Jabaquara/Tucuruvi), que precisa de equipamentos novos. Aqueles trens circulam lá desde a inauguração do Metrô, em 1974. Mas essas propostas a Companhia do Metropolitano não está disposta a discutir. Não há avanço nas nossas discussões, porque esse governo quer tirar proveito da categoria", criticou Xavier.

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